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sábado, 14 de setembro de 2019

Como utilizar técnicas de PNL para otimizar o Aprendizado


Quando falamos em aprendizagem, despertamos uma curiosidade sobre o desempenho de nosso cérebro durante esta atividade. Com os avanços tecnológicos e dos pressupostos de neurolinguistica, é possível mapear certos tipos de comportamento e manipular nosso raciocínio para utilizá-los a nosso favor.
Deste modo, foram desenvolvidas técnicas de PNL que buscam aplicar nosso esforço cognitivo de forma a otimizar o processo educativo. A PNL (Programação Neurolinguistica), tem como objetivo desenvolver uma organização das ideias de forma a melhorar os processos educacionais de quem a utiliza. Por meio de técnicas que guiam as percepções do indivíduo ao foco desejado, buscam-se modelar mapas cognitivos mais eficazes para a assimilação de ideias.


É bem evidente o elevado nível de autoestima daqueles que utilizam técnicas de PNL. Para quem planeja prestar um concurso público, por exemplo, essas técnicas poderá ser um ótimo aliado. Da mesma maneira, se pretendemos crescer profissionalmente é possível encontrar diversos benefícios ao aplicar técnicas de coaching alinhadas a PNL.
Em nosso caso como humanos pensantes, existe a predominância do sentido da visão. Assim, fazer um resumo ao estudar, desenhar mapas mentais, fluxogramas e esquemas lógicas podem ser ótimas ferramentas para otimizar nosso aprendizado.
A própria maneira como nós lidamos com a linguagem influencia o seu aprendizado. Praticar movimentos corporais suaves enquanto ensaia a repetição de trechos do texto ou de conceitos aprendidos pode ser uma maneira de remodelar seu sistema cognitivo de forma a dar conta de ambas as atividades e relaxar os músculos do corpo.
Temos que aprender e avançar no aprendizado das quatro fases  de acordo com a Programação Neurolinguistica. São eles: Incompetência Inconsciente; Incompetência Consciente; Competência Consciente, Competência Inconsciente.
No processo de Coaching, o coach (terapeuta holístico), atua encorajando, apoiando e motivando seus clientes (coachee), ajudando-os a perceberem seus medos, limites e pontos de maior fragilidade, bem como incentivando seu crescimento e suas habilidades.
O terapeuta holístico pode desenvolver seu trabalho com pais de alunos, alunos que buscam progressão no aprendizado e em campos onde precisam lidar com seus medos planejando metas para o futuro.

Por: Carlos Fernando

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Inteligências Múltiplas – Estratégia para estimular a inteligência cinestesico – corporal


A inteligência corporal está associada à utilização do corpo, nas atividades exercidas ou planejadas de forma criativa. Quando utilizamos uma linguagem gestual ou corporal estamos desenvolvendo essa inteligência. A língua brasileira de sinais – LIBRAS, é um idioma que requer certa habilidade em usar as mãos e o corpo na transmissão de uma informação, o que ocorre é o domínio desta competência com mais facilidade em algumas pessoas, mostrando desta maneira uma concentração maior.
O teatro é uma demonstração da inteligência corporal, por que utiliza o corpo nessas atividades, além de outras competências estarem envolvidas. Os alunos que interpretam, interagem, assistem e debatem a peça tem uma maior probabilidade de guardar a informação, isso por que utilizou mais de um sentido. Devemos lembrar que o objetivo não é fazer uma apresentação teatral em sala de aula, no entanto estamos utilizando esse recurso para desenvolver conteúdos que devem ser debatidos logo após a apresentação.
A dança é bem empregada para o desenvolvimento da inteligência corporal, onde será bem utilizada como recurso pedagógico. Nesta atividade, seria ideal, desenvolver temas voltadas para o ensino de disciplinas, como história, geografia, ciências ou danças folclóricas e culturais da região. Essa estratégia estimula também outras competências que estão aí inseridas por meio das atividades expostas.

Por: Carlos Fernando

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Inteligências Múltiplas – Estratégia para estimular a Inteligência Espacial.



Como é uma atividade associada à criatividade em pessoas com capacidade para imaginar e construir imagens mentais, seus estímulos despertam para o indivíduo sua compreensão mais ampla do estado físico. Podemos incentivar os alunos a fazerem um desenho arquitetônico, o que ocorre é que nestes casos a criatividade entra em jogo, principalmente por que falta experiência da parte de alguns.
Uma atividade simples que pode ser fabricada com sucatas são os carimbos. Esses podem retratar assuntos debatidos em sala de aula. O importante nesta tarefa é que a dimensão do todo seja trabalhada, e o aluno compreenda a utilização dos símbolos no significado das mensagens.
Para estimularmos a inteligência espacial, precisamos atiçar a memória criando imagens mentais. Um exercício bem aplicado e apreciado pelos alunos é a criação de histórias em quadrinho; que é um recurso para a mente inventar, criar, iniciar e terminar um enredo. Notamos aqui, que vários processos são aplicados o que estimula o pensar e a inteligência espacial. Nesta mesma atividade pode ser proposto o concurso de charges ou caricaturas, mas com um direcionamento para as disciplinas estudadas na escola.

Que tal criar uma maquete, apesar de um certo esforço, recompensa ricamente os envolvidos. Trabalhamos com a matemática, geografia, história, utilizamos o corpo, ou seja várias habilidades são desenvolvidas principalmente a espacial, quando se usa a mente para projetar, desenhar, esquematizar, compreender como é a realidade e fazer sua representação em forma de réplica. Essas atividades podem ser adaptadas para ambientes climáticos, com plantas e animais, jogos matemáticos, ou seja é uma atividade versátil, e que adquira um melhor desempenho que todos em um determinado grupo participassem na execução da maquete.

Por: Carlos Fernando

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Inteligências Múltiplas – Estratégias para estimular a inteligência lógica – matemática



Para estimular a inteligência matemática precisamos desenvolver atividades que levem alguns a imaginar que os sólidos geométricos podem ser representados por meio de símbolos, e que podemos usar para representar raciocínios de grandeza, medidas como massa, volume e outras formas de exercício que estimulem os mesmos a deduzirem.
Uma estratégia é utilizar uma linguagem por meio de códigos. Constitui-se uma boa qualidade, quando certa pessoa tem a habilidade de entender por meio de símbolos uma mensagem coerente. Neste caso o facilitador deve possuir várias mensagens codificadas e apresenta-las aos alunos progressivamente, de modo que eles também criem seus próprios códigos. Alguns usam uma combinação de palavras com números, por exemplo, a palavra “ Pernambuco ” possui 10 letras diferentes de maneira que poderia associar 10 números diferentes e criar um código. Para uma classe adulta pode-se utilizar artifícios mais criativos como usar a música, as palavras e os números para criar códigos, isso nos lembra o código  Morse que os envolvidos poderiam muito bem em fazer imitação. É uma atividade que desenvolverá o raciocínio lógico, o espacial e a Inteligência musical.
Uma atividade que irá estimular o raciocínio lógico, seria trabalharmos com a lógica, e nada melhor que promover problemas desafiadores que estimulem a inteligência lógico – matemático. Para uma melhor utilização desta estratégia os alunos devem estar reunidos em dupla ou grupos e dessa maneira que todos possam interagir em conjunto.
Uma ótima atividade que precisa ser explorada n as escolas é o uso de gráficos e sua interpretação. Alguns conseguem calcular bem, quando a tarefa requer números e cálculos, mas são deficientes relacionados à  interpretação. Os gráficos tem muitas utilidades, hoje nas tarefas corriqueiras, são bem aplicadas na estatística, na matemática, na geografia, e até na história. N o entanto, muitos a consideram apenas como uma ilustração e que fica desapercebido da maioria das vezes.

A análise e interpretação de gráficos, é uma atividade que cria imagens mentais, facilita a compreensão e serve de fonte de pesquisa para muitas atividades a ser realizadas por eles mesmos. Esses exercícios podem ser aplicados em diferentes faixas etárias, até mesmo quem presta concursos públicos são avaliados de acordo com o raciocínio lógico expresso nos testes.

Por: Carlos Fernando

segunda-feira, 16 de março de 2015

Inteligências Múltiplas – Estratégias para estimular a inteligência linguística

Uma das maneiras de estimular a inteligência linguística seria ensinando a criança ou até mesmo um adulto a escutar. Podemos estimular a escuta por meio de atividades que extraiam o pensar, a interpretação de ideias por meio de suas expressões. Por utilizar figuras de linguagem, metáforas e simbologia que associe o que se ouve com o que aprende interagindo com os demais colegas. “Um exercício sempre interessante consiste em se solicitar ao ouvinte a reconstrução de uma frase com o uso de palavras diferentes das utilizadas originalmente, ainda que preservando a exatidão do conteúdo” (Antunes, 2006, 70)
Uma outra sugestão para estimular a inteligência linguística é alterar a ordem das sentenças das palavras. Veja que uma frase ordenada de forma lógica transmite uma certa compreensão para quem lê, principalmente se for uma criança; se alterarmos o modo como as palavras foram ordenadas e incentivar os alunos a buscarem compreensão, essa atividade será um desafio incentivando a investigação que auxilia na aprendizagem.
Uma atividade que pode ser aplicada com grande efeito, é os chamados “brainstorming.” ou “a tempestade de idéias.” Nessa atividade o aluno tem liberdades para expor seu pensamento sem nenhuma preocupação com incorreções que lhes sobrevenha. No entanto, todos irão falar baseado em um tema livre, onde o professor irá anotar as que mais estiverem ligados ao mesmo. “Essa tempestade de idéias pode ser sobre qualquer ângulo do tema que se desenvolve: um título diferente, uma conclusão significativa, idéias para uma pesquisa, sugestões para um projeto e outra mais.” (Antunes, 2005).
Muitas escolas estão adotando o método de ensinar com jornais, e isso tem sido um bom método. Para estimularmos as inteligências linguísticas, o ensino com jornais têm sido uma boa estratégia. Nesta atividade iremos trabalhar a criatividade e também a organização; a cada semana ou mês os alunos editores deverão editar suas sessões de acordo com edições passadas realizadas por outros alunos. A cada semana, por exemplo, uma dupla fica responsável por artigo relacionado à alguma disciplina, como história ou geografia, e a dupla seguinte irá dar continuidade aos relatos propostos. A utilização do jornal na escola serve de incentivo para a reflexão, e mostra mais uma oportunidade de leitura que fica à disposição da escola. Além de desenvolver a inteligência linguística, outras também são desempenhadas como as emocionais.

Devido a cultura de muitas famílias hoje, alguns jovens desenvolvem uma personalidade introspectiva, tendo dificuldades de comunicação. Em alguns casos, esses momentos ultrapassam a adolescência e chega a vida adulta dificultando-os na vida profissional. É notório que alguns alunos são tímidos por natureza, no entanto pode-se usar essa personalidade de forma positiva e explorar uma comunicação proveitosa. E realiza-se isso por preparar debates que estejam organizados de maneira a favorecer o jogo de opiniões críticas. Com toda uma organização poderá ser realizada uma aula de qualidade e que desenvolva as competências almejadas.
Por: Carlos Fernando

terça-feira, 3 de março de 2015

Inteligências Múltiplas – Implementando Projetos

Muitas escolas trabalham com projetos educativos para desenvolver sua prática pedagógica, vamos então definir o conceito de projeto para analisarmos sua utilização na atividade com as inteligências múltiplas. Segundo Nogueira (2005), “ um projeto na verdade é, a princípio, uma irrealidade que vai se tornando real, conforme começa ganhar corpo e a partir da realização de ações e, consequentemente, as articulações destas.” Ou seja, é uma ideia que precisa ser pesquisada e complementada por meio de atividades estimuladas por desejo próprio a sua realização.
Deve-se ter em mente que o projeto desenvolvido por uma escola, organizada pela coordenação pedagógica tem suas limitações, por organizar o planejamento e até mesmo as ações do projeto. “É importante destacar que os projetos temáticos não são e não serão os salvadores dos problemas educacionais e que tudo será realizado a partir dele, ou seja, não podemos utilizar a fantástica concepção dos conceitos de projetos e fazer desta a panaceia da educação”. (Nogueira, 2005, 79)
Na verdade, o que se pretende é que os alunos sejam os mentores do projeto, eles devem saber o tema, e participar nas investigações, análise; fazendo com que o mesmos busquem materiais, fontes e modificações para ser realizados.
Por meio dos projetos os alunos irão desenvolver várias habilidades. Irão planejar as idéias e vai refletir em maneiras de desenvolver a pesquisa, irá utilizar conhecimentos novos com os já aprendidos. Em outras palavras estará aprendendo a aprender, por que está buscando novas maneiras para estudar, diferente do tradicional.
Além disso, o projeto propicia não somente o pensar, o cognitivo, mas também atividades corporais e sociais quando no desempenho das soluções para problemas encontrados. É uma maneira de desenvolver as inteligências múltiplas inter e intrapessoal.
O primeiro de tudo é planejar o projeto, depois definido o tema os alunos deverão fazer toda a sua estruturação. Isso não quer dizer que os mesmos deverão organizar os objetivos gerais e específicos, mas ter seus desejos bem concretizados, algo que pode ser feito mentalmente. Não precisa ser complexo o modo de preparar o projeto, até mesmo uma criança pode dizer uma ideia e assentarmos isso de forma organizada, e levando em consideração os elementos de um projeto.
Para todo e qualquer planejamento relacionado a projetos, precisa-se fazer alguns questionamentos: O que irei falar neste projeto? Quando será realizado o projeto? Por que estou tratando deste projeto? Quem fará as atividades? O que preciso para a realização?
Depois de respondidas e estruturado o projeto, próximo passo é a execução do projeto onde irão colocar em prática as ações planejadas. Neste momento, deverá existir interação e motivação no desenvolvimento das atividades, que deverá ser acompanhada pelo mediador do projeto. Nesta fase, apresentaremos pesquisas, descobertas e desenvolvimento de competências.
Depois realizadas essas atividades, precisa- se saber o que os alunos aprenderam com o projeto, suas emoções, conquistas e aprendizado. O professor na medida que acompanha a execução já vai fazendo suas avaliações. Mais importante é que os alunos estejam satisfeitos com os resultados e desta forma passem para o próximo passo, que é fazer a apresentação por meio de exposições.
O passo seguinte é a avaliação, o “feedback” realizado pelos alunos. Eles mesmos irão avaliar todas as etapas, verificar seus erros que de uma maneira ou de outra, está desenvolvendo competências, como as pessoais. Em um projeto que mostramos aqui suas etapas, haverá sempre uma oportunidade de os alunos desenvolverem suas competências. Visto que se trabalha sempre várias habilidades em um projeto. A título de exemplo, considere o teatro circense, todas as inteligências do espectro serão trabalhadas em conjunto, e nesses casos o facilitador deverá acompanhar esses momentos para fazer seu diagnóstico.

Se as escolas adotassem uma metodologia de ensino baseado em projetos visando o desenvolvimento das inteligências múltiplas, estaria não só ensinando, mas também estimulando as potencialidades de seus alunos. Visto que, os projetos devem estar baseados em conformidade com o conteúdo de planejamento das aulas, pode-se trabalhar as disciplinas escolares de forma lúdica, com dinâmicas, desenvolvendo a criatividade e fazendo que os alunos sejam mentores de seu próprio aprendizado, com a orientação do professor.

Por: Carlos Fernando

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Inteligências Múltiplas – O Ambiente de Estudo


O objetivo da teoria defendida por Gardner (1995), é que tenha uma aplicabilidade na escola, por meio de atividades que desenvolvam as mesmas. Deve-se reconhecer que os alunos não aprendem na mesma maneira e possuem interesses e habilidades diferentes. Se há uma escola que busque avaliar não apenas conhecimento mas capacidades, esta estaria se enquadrando nos princípios aqui expostos.
É preciso criar situações de aprendizagem, onde seria possível verificar as dificuldades de aprendizagens e soluciona-los. Para que ocorra certas aprendizagens é necessário interação social, que busca sólido apoio na teoria das inteligências múltiplas de forma interpessoal. Nesse ambiente escolar, a maneira da sala de aula e materiais utilizados deve seguir uma metodologia. Por exemplo, as utilizações de tecnologias, jogos, organizar a sala em cantos, são maneiras de diferenciar o ensino.
Vamos visualizar como seria essa sala de aula. As carteiras estariam em forma de “U”, haverá materiais convidativos, destinados a estimular as inteligências. Além das atividades rotineiras das disciplinas estudadas, os professores trabalham temas transversais de forma lúdica com os demais. Entre as tarefas dos alunos seria preparar projetos monitorados pelo professor, eles mesmos devem fazer o planejamento, as revisões, desenhos, fotos e no final apresentam ao professor que irá avaliar de acordo com as habilidades trabalhadas. Desta maneira, os alunos são gestores do próprio conhecimento, tendo liberdades para estudos em casa, museus, bibliotecas e até mesmo na escola.
A sala de aula funcionaria neste caso, como uma oficina de talentos. Onde haverá um conto naturalista, outro para habilidades linguísticas e outros aplicáveis a inteligência espacial, corporal e pessoal. O acervo de materiais é bem diversificado de modo a desenvolver várias capacidades. O professor faz acompanhamento das atividades de seus alunos, na oficina ou trabalho de campo. Essa descrição é o retrato do que Gardner explicou sobre a “sala de aula do Espectro”, os alunos aprendem com os professores, com jogos, projetos e aprimoram inteligências adquiridas e desenvolvem outras que tem mais dificuldades. Ao final do ano os pais recebem um parecer, por meio de um “relatório espectro” com o perfil intelectual com sugestões para continuar a estimular as inteligências adquiridas (potencialidades), ou as dificuldades aprendidas.

O professor deve ser conhecedor das inteligências múltiplas, para que tenha capacidade para fazer o diagnóstico. Esse ambiente de estudo pode ser adaptado à educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e superior, fazendo seus diagnósticos e apresentando os resultados.

Por: Carlos Fernando

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Inteligências múltiplas – preconceitos sobre inteligências

Devemos falar também dos preconceitos relativos à inteligência, conforme comentada por Machado (1996), explicando Gardner seriam elas: o “westismo”, o “betismo “ e o “ testismo”.
O westismo seria um preconceito relacionado ao pensamento e a racionalidade voltada para  a inteligência linguística – matemática e ignorando as outras inteligências e formas de associação de ideias . O professor Nilson José Machado da USP em seu artigo sobre concepções de inteligências, sobre este ponto cita o exemplo de Einstein como sendo um indivíduo extremamente inteligente, no entanto foram vítimas de preconceitos. Por exemplo, Einstein não foi um bom aluno, como muitos acreditam, bem adaptado à escola e com desempenho escolar exemplar; ao raciocinar as imagens vinham antes, seguindo um certo comando das articulações do pensamento, logo em seguida é que vinham as palavras. Ao analisarmos bem Einstein não tinha a dimensão linguística relacionada às associações verbais, possuindo um desempenho escolar deficiente, sua inteligência não foi manifestada no ambiente escolar. Notamos assim, que Einstein foi vítima do “westismo”.
Outro preconceito apontado por Gardner, teria uma fundamentação nos processos educativos e sociais no sentido de um indivíduo destacar-se individualmente e ser “o melhor” no que refere à sua competência, referimos aqui ao “bestismo”.
Podemos compreender com os termos “gênios” e “superdotados”, que em muitos casos é comum uma inadequação destes ao sistema escolar.
Quanto ao terceiro preconceito apontado por Gardner o “testismo” este está diretamente relacionado aos processos avaliativos através dos testes  objetivos. Ou seja, a inteligência é medida e busca um certo percentual, foi de onde originou os testes de QI (Quociente de Inteligência)

Observamos aqui preconceitos que dificultam alguns de apresentarem suas inteligências, que deveriam ser desenvolvidas pelo espectro de competências e desta maneira diagnosticada uma inteligência inata ou construída; é o que enfatizamos nas Inteligências Múltiplas.
Por: Carlos Fernando

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Inteligências Múltiplas – Inteligência Pictórica



Em suas obras Gardner não fala de uma inteligência Pictórica e nem aceitou como sendo uma das inteligências múltiplas. Ela foi apresentada por um brasileiro, o professor Nilson Machado, como complemento às demais.
Segundo Nilson Machado (1996), o espectro de competências pode ser dividido em dois grandes eixos independentes, seria; as linguagens e os valores. Que sendo analisadas mais perto, seria possível reconhecer três pares de componente de acordo com suas características complementares, assim ficaram os pares: linguístico/lógico –matemático, o intra/interpessoal; o  espacial/corporal-cinestésico, ficando apenas a competência musical sem par.
O professor Nilson Machado disse que a inteligência musical não ficaria assim isolada, mas que articularia bem com a inteligência corporal- cinestésica, a espacial e a matemática. No entanto, o que ele frisa é a falta de “um par complementar”, que seria um forte motivo para estudar minuciosamente o espectro de competências.
Nilson Machado observou manifestações em crianças para uma habilidade expressa por meio dos desenhos. Demonstrando que muitas pessoas têm uma facilidade na elaboração de desenhos, mesmo sem ser especialista e que não receberam treinamento para isso.
No entanto, Gardner não aceitou cogemo tal uma inteligência múltipla, visto que não abrange os oito pontos básicos para sua existência, considerando-a apenas como o fluxo de três inteligências (espacial, cinestésica, intrapessoal), atuando de maneira simultânea. Ela está localizada provavelmente no hemisfério direito do cérebro e pessoas como Leonardo da Vinci, Michelangelo, alguns profissionais como pintores, ilustradores, especialistas em computação gráfica, cartunistas apresentam esta inteligência.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Inteligências Múltiplas - Inteligência Espiritual/Existencial


A inteligência Espiritual é citada e defendida por Robert Emmos, conhecida por alguns como Existencial. Emmos afirma que a inteligência espiritual obedece a todos os critérios apresentados por Gardner, conforme mencionado anteriormente, e que a mesma deveria ser assumida como parte das inteligências múltiplas.
Segundo Emmos, a inteligência espiritual exerce importância na formação da personalidade, cujo conhecimento ajuda a perceber como e porque os sentimentos, as aspirações, os objetivos, os motivos e valores de um indivíduo, está estruturado na hierarquia de pensamentos, onde muitos níveis podem ser ativados, em função das estimulações do ambiente.
Emmos sugere cinco habilidades como sendo os componentes que caracterizam a inteligência espiritual. Foram assim descritas: a habilidade de lidar com a transcendência; a iluminação da consciência; a capacidade de investir na ação sem perda do senso do sagrado; a habilidade de usar os recursos espirituais para solucionar problemas; a capacidade de comportar-se de modo virtuoso.
Robert Emmos tenta demonstrar que essas cinco habilidades se inserem na linha de critérios proposta por Gardner, como sendo uma das inteligências múltiplas. No entanto, Gardner elogia e até confirma os estudos de Emmos, pois há sim uma contribuição e até mesmo ajudou nos seus trabalhos. Mas ele a classifica como “meia inteligência”, chegando a afirmação de que existem oito inteligências e meia, se referindo a inteligência espiritual.

Isso ocorre por que falta evidencia que a caracterize de acordo com os requisitos que afirmem ser uma inteligência. Gardner cita o próprio exemplo de ser “advogado das artes”, mesmo assim afirma dizendo que há uma inteligência artística. Até mesmo quando ocorre certos danos cerebrais, perde-se algumas qualidades relacionadas às inteligências. Pelo que parece até o momento não tem como indicar falta de espiritualidade quando ocorre algum dano como traumatismo. Há estímulos de espiritualidade, onde há exemplos de pessoas como Gandhi, Tereza de Calcutá, Joana D’Arc, são exemplos de quem possuía essa habilidade.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Inteligências Múltiplas – Inteligência Naturalista



A inteligência naturalista está ligada à natureza e os meios utilizados para uma percepção centrada ao sistema ecológico. Quando uma pessoa apresenta empatia por atividades relacionadas ao mundo animal e vegetal, ou desenvolve uma percepção centrada em ecossistemas, identificando membros de uma mesma espécie, possuem manifestações da inteligência naturalista ou ecológica.

Gardner não havia mencionado inteligência naturalista quando expôs a teoria das inteligências múltiplas, mas logo adiante em palestras e artigos ele referiu-se a uma oitava inteligência, como sendo o “mundo natural”. Essa competência provavelmente está localizada no hemisfério direito do cérebro, e pessoas como Darwin, Mendel e muitos outros profissionais como jardineiros, paisagistas, floristas, botânicos, geógrafos enfim, encontramos evidencia da inteligência naturalista.

Por: Carlos Fernando

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Inteligências Múltiplas - Inteligência Intrapessoal


 Esta inteligência basicamente significa está bem consigo mesmo, administrando suas emoções e humores. Podemos dizer que é a capacidade de formar um conceito verídico sobre si mesmo pois envolve o conhecimento dos aspectos internos de cada um, como o conhecimento dos sentimentos, a intensidade das respostas emocionais, a auto reflexão e um senso de intuição avançado. Essa inteligência pode ser apresentada bem cedo na infância, mas na adolescência quando as emoções e amizades são mais profundas, é que vemos agir suas características.

Hoje o convívio dos pais com os filhos, é uma maneira de estimular a inteligência intrapessoal, pois a medida que crescem eles estão descobrindo qualidades e sentimentos que anteriormente estavam ocultos. Quando se descobre algo novo o primeiro comportamento é comunicar com alguém essa descoberta, e nesses momentos os pais cumprem bem esse papel, ajudando-os a administrar suas emoções e que estes estejam bem consigo mesmo. Um bom desempenho da inteligência intrapessoal pode ser encontrada em filósofos, conselheiros espirituais, psicólogos e pesquisadores de padrões de cognição.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Inteligências Múltiplas - Inteligência Interpessoal

Essa inteligência apresenta uma das principais características do intelecto humano. A mente expressa seu maior índice de criatividade na manutenção da sociedade. Qualquer instituição seja escola, igreja, família leva em consideração o comportamento das pessoas, principalmente se estiver representada em grupo. O sucesso da vida, de uma maneira geral depende muito desta inteligência aqui comentada, pois permite a comunicação entre as pessoas. E o importante é que devemos compreender suas motivações, sentimentos e demonstrar empatia para com elas. Está ligada sempre ao relacionamento com os outros. Envolve a habilidade de trabalhar cooperativamente com os outros num grupo e a habilidade de comunicação verbal e não verbal. “ A inteligência interpessoal baseia-se na capacidade nuclear de perceber distinções nos outros, particularmente, contrastes em seus estados de ânimo, suas motivações e seu temperamento” (Antunes, 2002). A exemplo disso, veja aquelas pessoas que buscam um desempenho social melhor, se preocupam com o marketing pessoal, como usam suas peças de roupas, ou seja, o cuidado com a impressão que vai ser causada nos outros. Em sua forma mais evoluída a pessoa consegue ler os outros mesmo que tentem esconder seus desejos, sentimentos e demonstra empatia por suas emoções. A parte do cérebro alcançariam os lobos frontais, temporais e sistema límbico. A inteligência interpessoal é desenvolvida nos professores, terapeutas, políticos e líderes religiosos. Conhecemos o carisma de Gandhi, que sentia as emoções de seu povo, e ele é uma evidencia marcante desta inteligência.

 Por: Carlos Fernando

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Inteligências Múltiplas- Inteligência Corporal – Cinestésica e Inteligência Espacial

Inteligências Múltiplas- Inteligência Corporal Cinestésica
Esta inteligência está relacionada com o movimento físico e com o conhecimento do corpo. É  a habilidade de usar o corpo para expressar uma emoção ou praticar um esporte por exemplo. Podemos citar o exemplo dos jogadores de futebol, vejamos o caso de Garrincha, reprovado no teste de QI, provavelmente mostraria um ótimo desempenho nesta inteligência se ele estivesse submetido a um teste psicométrico.
Para este tipo de inteligência podemos observar comportamentos relacionados com o corpo, como nos esportes. Veja o exemplo de dribles de corpo, o gol de bicicleta. O estímulo a este tipo de inteligência se complementa em campos como: a sensibilidade ampla, ligada à força e outras manifestações corporais, ou a sensibilidade fina ligada ao paladar e ao tato, visão, atenção. Estamos não apenas olhando mas vendo, por que assim recebemos o estímulo. A parte do cérebro relacionada a essa inteligência alcançaria o cerebelo, gânglios e o córtex motor, que integra os impulsos motores no tempo, permitindo a criação de movimentos habilidosos. A inteligência corporal – cinestésica,  seria observada em atores, atletas, mímicos, artistas circenses e dançarinos profissionais.
Inteligências Múltiplas- Inteligência Espacial
A inteligência espacial é a capacidade de formar modelos mentais (imagens) e operar com tais imagens. Está relacionada à própria compreensão do espaço como um todo e a orientação da pessoa em seus limites de perceber o mundo vísuo- espacial e de fazer atividades nestas percepções. A imagem não precisa ser basicamente visual, por exemplo como ocorre com um cego, sua imagem é tátil, quando tateia os objetos. Essa inteligência lida com atividades como as artes visuais, publicidades, a criação de mapas e a arquitetura.
O estímulo a esse tipo de inteligência desperta a pessoa para a compreensão mais ampla do espaço físico onde vive e se sensibiliza com suas referências e fantasias. Por exemplo, um pedreiro que vai fazer sua obra, olha antes para o ambiente e logo em seguida, já mapeia de forma mental e organiza as ações para o serviço a ser seguido. A área do cérebro responsável são as regiões do hemisfério direito. A principal área cortical é a região têmpora-paríeto-ocidental.

Se ocorrer uma lesão nesta região, o lesionado será impedido de interpretar ponteiros do relógio ou orientar-se dentro de espaços fechados. Encontramos essa inteligência em engenheiros, escultores, cirurgiões plásticos, artistas gráficos e arquitetos dependem desta faculdade espacial para atuarem em suas funções com êxito.

Inteligências Múltiplas – Inteligência Linguística e Inteligência Musical

Inteligência Linguística
A inteligência linguística é manifestada no uso da linguagem (seja ela escrita, falada ou através de outro meio), no significado das palavras; pela capacidade de seguir regras gramaticais e usar a linguagem para argumentar, estimular, transmitir informações. Os estímulos para essa inteligência, se desenvolvidos, levam as pessoas a se expressarem com mais lucidez e clareza na maneira que utiliza a sua fala. Ainda é responsável por todas as complexas possibilidades linguísticas, entre elas, a poesia, as metáforas, o raciocínio abstrato e o pensamento simbólico. São duas as principais áreas corticais responsáveis pela linguagem. A área de Wernicke (lobo temporal do hemisfério esquerdo) é responsável pelo entendimento da linguagem e a organização das palavras. E também a área de Broca (giro pós – central do hemisfério esquerdo) responsável pela articulação da fala, da produção da linguagem expressiva.
Ainda favorecem para a linguagem a região têmporo – ocipto-parietal responsável pela organização gramatical e o hemisfério direito para o ritmo, entonação e fluxo da fala. A inteligência linguística é encontrada nos poetas, teatrólogos, escritores, novelistas, oradores e comediantes.

 Inteligência Musical
Essa inteligência baseia-se no reconhecimento dos padrões tonais (incluindo sons do ambiente) e numa sensibilidade para ritmos e batidas. Inclui também capacidades para manuseio avançado de instrumentos musicais. Gardner pesquisou baseado em observações empíricas e é apresentado como um dado importante da realidade; ele analisou os papéis que a música desempenhou no passado em sociedades paleolíticas, em épocas e culturas diferentes. Reconheceu que esta não estava associada a nenhuma das outras dimensões citadas como inteligência.
É marcante em pessoas como Mozart, Bethoven e outros  gênios da música. É destaque também nos músicos, cantores, compositores, maestros, peritos em acústica e engenheiros de áudio. As áreas cerebrais relacionadas a esta inteligência é o lobo temporal direito.

Por: Carlos Fernando

domingo, 14 de dezembro de 2014

Inteligências Múltiplas – Inteligência lógico – matemática

Como o próprio nome indica, a inteligência lógica – matemática é a capacidade lógica e matemática, assim como a capacidade de raciocínio científico ou indutivo, embora processos de pensamento dedutivo também estejam envolvidos. Está diretamente ligada aos símbolos abstratos, como números; o discernimento de relacionamento e a capacidade de raciocínios, conceber problemas e leva-los à solução. Ela está sempre associada à raciocínios dedutivos, cálculos e objetos matemáticos.
Com certeza há pessoas que desenvolvem essa inteligência com grande facilidade, já outros, desde a tenra idade com os pais e na escola, tem assim estimulada a inteligência lógico matemática. Há exemplos de algumas pessoas que são tidas como idiotas que realizam grandes descobertas de cálculo sem sequer saberem comunicar ou até mesmo realizar simples operações de adição ou subtração. Podemos citar o exemplo de dois gêmeos que vêem a resposta do problema. Quando é mencionada uma data, eles informam em que dia da semana ela cairá, e isso e feito simultaneamente. Eles também podem dizer a data da Páscoa que até mesmo o grande matemática Gauss teve uma enorme dificuldade para descobrir isso. Realmente eles possuem uma inteligência lógica – matemática extremamente desenvolvida.
A região do cérebro é o córtex que é responsável pelo cálculo matemático e pela inteligência lógico- matemática situa-se na região têmporo – pariéto-ocipital do hemisfério esquerdo, mas para alguns funções matemáticas, pontos no hemisfério direito. A inteligência lógico – matemática está presente nos cientistas, programadores de computadores, contadores, advogados, banqueiros e matemáticos.


Por: Carlos Fernando

terça-feira, 30 de julho de 2013

Inteligências Múltiplas: A Origem da Teoria



Em 1990 o psicólogo francês Alfred Binet foi solicitado para que desenvolvesse uma medida de predição do sucesso escolar de crianças das primeiras séries. Dessa forma surgiu o primeiro teste de inteligência. Tal teste tinha por finalidade geral diferenciar crianças retardadas e crianças normais nos mais diferentes graus. Após a I Guerra Mundial, onde o teste de Q.I (Quociente Intelectual) foi utilizado para medir a inteligência dos soldados, tornou-se muito popular sua aplicação.

Com a popularização do teste, propagou-se a ideia de inteligência nele inserida. A inteligência seria única, estagnada, passível de ser medida quantitativamente. Os testes psicométricos consideram que existe uma inteligência geral, nos quais os seres humanos diferem uns dos outros, que é denominada g. Esse g (fator geral) pode ser medido através da análise estática dos resultados dos testes. É importante acrescentar que tal maneira de encarar a inteligência ainda está presente no senso comum e mesmo em muitas parcelas do meio científico.

Porém podemos observar que durante todo o século XX, vários psicólogos e cientistas de outras áreas do conhecimento fizeram fortes críticas aos testes de Q.I. Vygotsky, por exemplo, identificou o erro no que diz respeito aos testes de inteligências abordarem as zonas de desenvolvimento proximal de modo errado. Piaget trabalhava com tais testes, mas a sua atenção era voltada para as linhas de raciocínio das crianças, não para as respostas dadas. Estudando as respostas erradas e os raciocínios que conduziam a elas, Piaget construiu parte de sua teoria. Ao criticarem o modo como se media a inteligência, o próprio conceito de inteligência contido em tais testes era também criticado.

Entretanto uma proposta mais revolucionária surgiu recentemente através de Howard Gardner, psicólogo e professor norte americano. A novidade dentro da teoria de Gardner é considerar a inteligência como possuindo várias facetas. Tais facetas são ditas como talentos, capacidades e habilidades e habilidades mentais; são chamadas de inteligências na teoria das Inteligências Múltiplas, assim especificado.

Nesta perspectiva, Gardner apresenta a teoria das Inteligências Múltiplas. Os testes de QI avaliam apenas as capacidades lógica e linguística, capacidades que normalmente são as únicas exigidas e avaliadas pelas escolas e, as capacidades mais valorizadas em nossa sociedade escolar. Gardner pretende considerar também as outras capacidades (inteligências), menos lembradas, para analisá-las em sua teoria.

Para selecionar quais as inteligências que seriam trabalhadas em sua teoria foram utilizadas diversas fontes: as informações disponíveis sobre o desenvolvimento normal e o desenvolvimento do indivíduo talentoso; estudos sobre populações prodígios, idiotas sábios, crianças autistas, crianças com dificuldades de aprendizagem, e muitos outros fatores e características que são desprezadas ou não são tidas como inteligências.

Em outros artigos irei descrever as Inteligências Múltiplas, que foram totalizadas em oito no rol de inteligências e especificar suas funções em várias áreas do conhecimento, mais especificamente na área educativa.

Por: Carlos Fernando de Oliveira Sousa

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Inteligências Múltiplas: Alimentando o Cérebro

Para um funcionamento adequado do nosso corpo é necessário uma alimentação balanceada. O mesmo ocorre com o nosso cérebro. Quando bem alimentado aumenta a abrangência e suas potencialidades. Desde os primeiros anos de vida o cérebro precisa ser alimentado. Uma subnutrição traz problemas graves. E na fase adulta é preciso manter o cérebro bem alimentado, pois diferente de outros tecidos ele não armazena nutrientes, mas precisa ser alimentado constantemente pelo sangue.

Os  problemas de saúde diminuem o desempenho cerebral, uma dor ou doença afeta as funções cerebrais, diminuindo nossas faculdades mentais. Veja que uma alimentação que traz energia para o cérebro faz com que ele desempenha todas as funções sem nenhuma debilidade.

A atividade física é muito importante, agiliza a mecânica e química do cérebro. Quando o corpo faz um exercício físico libera um neurotransmissor que funciona como antidepressivo, é a conhecida beta-endorfina. Algumas necessidades do cérebro nós precisamos conhecer para uma alimentação adequada que o fortaleça.

A respiração ajuda a eliminar substancias que o cérebro não precisa, quando respiramos e exalamos vagarosamente, fazendo um exercício diário, contribui para a saúde da mente e do corpo. O cérebro precisa de água, mas devemos dar preferência aos encontrados nas frutas e verduras. No entanto a água deve ser tomada diariamente.

Uma alimentação concentrada em peixes, ovos e laticínios, também é aconselhável, sem exagero. As proteínas, têm sua  importância  para o organismo, encontradas em alimentos de origem animal e vegetal. Os hidratos de carbono nos fornecem energia e ajuda em neurotransmissores responsáveis pelo sono e vigília. São encontradas no pão, massas  e também no arroz.

O  cérebro precisa de alimentos calóricos e energéticos, ou seja, os lipídios que apesar de não serem totalmente absorvidos pelo organismo, possuem grande importância, pois 50% das substâncias secas do cérebro são lipídios. Outro elemento é o colesterol. Refiro-me aqui ao bom colesterol que é fundamental para o nosso organismo e funcionamento de membranas celulares.

Com certeza as vitaminas são importantes para qualquer alimentação. Quando falta vitamina em nosso organismo, diminui a concentração e a capacidade intelectual, causando mal humor. Além disso, elas neutralizam radicais livres por meio de antioxidantes e previnem o envelhecimento precoce. Todas essas vantagens ajudam o desempenho do cérebro.

No entanto, a principal fonte de força para o cérebro é o oxigênio e a glicose. Por exemplo, um adulto deve consumir entre 180 e 200 gramas de glicose por dia, caso contrário poderá desenvolver hipoglicemia, que é a falta de açúcar no organismo e consequentemente no cérebro. Encontramos a glicose em alimentos monossacarídeos, encontrados no mel e frutas e dissacarídeos, encontrados nos cereais e lactose.

O açúcar também é fonte de glicose, mas é o menos indicado conforme pesquisas de estudos já realizados. Quando ingerimos alimentos como frutas e mel, a glicose é liberada de forma gradativa no organismo. Já em relação ao açúcar isso ocorre de maneira brusca causando anomalias no mesmo.

Além dos malefícios causados à saúde, o açúcar prejudica a capacidade de aprendizagem, causando hiperatividade, violência, além de comportamento agressivo, relativos a crianças. Já há aqueles, que preferem trocar o açúcar pelos adoçantes, que dobra o nível de fenilalanina no sistema nervoso central, provocando modificações na sinalética do cérebro, alterando o comportamento da pessoa.

Um ótimo alimento para o cérebro, são os produtos da abelha ( mel, pólen, própolis, geleia). O mel passa diretamente para a corrente sanguínea e proporciona energia. Sua utilidade aumenta a concentração, a memória e a inteligência. Esses alimentos ajudam na assimilação nos estudos, combate ao estresse e são essenciais para o bom funcionamento do cérebro.

Em outros artigos, irei fazer um histórico sobre a origem da teoria das Inteligências Múltiplas e seus avanços em prol da aprendizagem.


Por: Carlos Fernando de Oliveira Sousa

sábado, 6 de julho de 2013

Inteligências Múltiplas – Neurociências e a aprendizagem

Vários especialistas estudam sobre como o cérebro trabalha em função da aprendizagem. Pois o mesmo se modifica com o passar do tempo, pois nossa memória torna-se efetiva quando há uma informação para associar ao que já possuímos. Estudiosos na área da psicologia cognitiva que estuda o funcionamento cerebral vêm investigando tais teorias.

A neurociência e a psicologia cognitiva se ocupam para compreender a aprendizagem. A psicologia como citada acima procura interpretar o conhecimento adquirido. Agora salientamos  que a neurociência  não fornece meios de fazer intervenções para aprimorar a aprendizagem, para isso existe a pedagogia.

O que cada educador deve fazer é atribuir novos conhecimentos das ciências ao campo pedagógico, trazendo aprimoramentos em sua didática. Pois se formos parar e pensar por um pouco perceberemos que as práticas de ensino de hoje teve contribuições de descobertas científicas de anos atrás, da psicologia, sociologia, cognição dentre outras que mostraram uma nova forma de educar e ensinar.

Veja por exemplo, o que ocorre quando trabalhamos a emoção no aprendizado. Pesquisadores da Universidade de  Califórnia, por meio de um tomógrafo, observaram a relação entre a ativação da amígdala e o processo de formação da memória e a conclusão é que quanto mais emoção, mais será retida a informação e gravada no cérebro. (NOVA ESCOLA, 2012). Daí a importância de trabalharmos a emoção como critério para o processo de ensino aprendizagem.

Tudo o que formos fazer requer uma motivação para o êxito nos objetivos desejados. Em minhas pesquisas voltadas para as Inteligências Múltiplas, sempre saliento que somos capazes de fazer ou aprender qualquer coisa, basta um estímulo. Quando somos gratificados por alguma coisa ficamos felizes, isso se dá devido a uma região do cérebro responsável pelos prazeres que manifestamos e esta produz uma substância chamada de dopamina. A ativação dessas regiões produz um bem – estar, mobilizando nossas ações e conduzindo nossas ações em relação ao objeto estimulante. Daí vem a explicação para a desistência de algumas pessoas a  conhecimentos complexos, da mesma forma quando são muito fáceis. Isso por que nosso cérebro fica frustrado, sem obter prazer do sistema de recompensa.

Precisamos cuidar bem de nosso cérebro, pois as sinapses formadas na infância  mudam com o passar do tempo, pois elas mudam com nossas experiências de vida. Sobre esta questão de cuidar do nosso cérebro podemos falar de sua alimentação, que deve ser dada uma atenção especial. Nos próximos artigos iremos analisar esse pressuposto em detalhes.


Por: Carlos Fernando de Oliveira Sousa

sábado, 29 de junho de 2013

Inteligências Múltiplas – Características do Cérebro

Há uma expressão bem comum utilizada pelas pessoas, no que refere a nossa mente: “ cérebro use-o ou perca-o”. É uma afirmação que é comprovada por pesquisas, que mostram que quanto mais usar a mente, mas tempo e de maneira mais saudável, viverá mais tempo.

As invenções de hoje, como carros e aviões a jato, são basicamente limitadas pelos mecanismos e sistemas elétricos fixos que os homens projetam e instalam. Em contraste, o cérebro é no mínimo um mecanismo ou sistema biológico altamente flexível. Até mesmo as escolhas que fazemos no que se refere aos pensamentos, pode determinar como o cérebro se desenvolve durante a vida.

Mas as experiências da vida não são as únicas maneiras de moldar o cérebro. O nosso modo de pensar também afeta. Os cientistas verificara que o cérebro de quem continua mentalmente ativo tem até 40% mais conexões (sinapses) entre as células nervosas (neurônios) do que o de pessoas mentalmente ociosas. É como se os neurocientistas concluíssem, que se não o usar irá com certeza perdê-lo. O interessante é compreendermos isso e verificar o processo de envelhecimento, visto que a idade avançada pode causar perda de memória, só que a diferença é bem menor do que se acreditava antes.

Compreendendo essa importância, se ativarmos nossa mente sempre com atividades sadia, desta forma, exercitaríamos os processos cognitivos da memória. Reconhecemos que o conhecimento se processa por meio de uma informação nova associada ao conhecimento adquirido. Neste caso uma pessoa de mais idade, tem que fazer muitas associações devido à experiência de vida e com as atividades que realiza no momento.

Outras partes do cérebro que contribuem para seu funcionamento, é o córtex cerebral que se ativa quando pensamos em uma palavra e evocamos recordações, é a parte que está relacionada a criação dos pensamentos, às motivações e a inteligência e personalidade. É exatamente aqui que trabalhamos nossas ideias, realizamos atividades como a matemática, filosofia e tudo que esteja relacionado ao pensamento.

Logo atrás do córtex pré –frontal, há uma faixa que passa pelo topo do cérebro, é o córtex motor. Essa região é responsável pela movimentação e coordenação. Quando usamos a boca, a língua, os músculos faciais para falar,  utilizamos capacidades do córtex motor. Isso mostra que a comunicação, a dança e outras atividades corporais é resultante desta região do cérebro.

Quando abrimos a boca e dizemos um oi estamos utilizando outra parte do lobo frontal do cérebro, que é a área de broca, que é o centro das articulações da fala. Quando produzimos uma linguagem complexa baseada em uma gramática, produzindo fala e escrita, estamos sendo orientados pela área de broca do cérebro.

No entanto, podemos falar e escrever, mas alguns não entenderão o que significam nossas expressões, ou nosso idioma. Neste caso, outra parte do cérebro ligada a área da broca, que também está localizado no lado esquerdo do cérebro, que é a área de Wernicke. Nesta região encontramos os neurônios que discernem a significância das palavras, nos ajudando a entender o que lemos, ajudando na aquisição de conhecimentos.

Nosso cérebro possui uma capacidade bem enorme para o aprendizado. Alguns neurocientistas estimam que num período de vida médio de um homem, é utilizado apenas 1/10 de 1 % (0,0001) do potencial do cérebro. Isso mostra a capacidade que nossa mente tem para aprender, pois o homem tem talentos diversificados, direcionado para línguas, ao pensamento metafísico, a cultura, ou seja, tudo é resultado da capacidade de nosso cérebro de absorver informações.

A mesma mente que estamos aqui caracterizando é consciente, pois podemos recordar de experiências passadas e refletir sobre elas. Possuímos a capacidade de planejar o futuro e organizar nossas ações. Quer dizer da capacidade para amar, examinar, analisar, modificar, pois modificamos até mesmo nossa personalidade e somos atraídos às artes, à moral e ao Criador.


Mesmo com todas estas características do nosso cérebro, o mesmo precisa ser alimentado para suprir todas essas capacidades aqui explicitadas. Em um próximo artigo irei falar sobre isso.

Por: Carlos Fernando de Oliveira Sousa