Mostrando postagens com marcador politicas educacionais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador politicas educacionais. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de junho de 2021

BNCC na Escola – Como é uma formação continuada de qualidade e transformadora?

 A formação continuada deve apoiar os professores a repensarem e transformarem sua prática pedagógica para que todos os alunos aprendam cada vez mais. Para isso, apresentam-se abaixo cinco premissas de qualidade para construir um processo formativo eficaz. Todas essas premissas partem do pilar inicial de que as temáticas da formação sejam planejadas considerando as necessidades de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos e dos professores



1 - MÉTODOS ATIVOS DE APRENDIZAGEM.

 As experiências de formação vivenciadas pelos professores devem ser ativas, ou seja, é preciso possibilitar que os professores também sejam sujeitos ativos de seu processo de aprendizagem e desenvolvimento profissional. Aprender a ensinar envolve aprender a partir de contextos reais, agindo e refletindo sobre eles, priorizando momentos que não sejam apenas expositivos ou de palestra.

 A literatura mostra que os professores se engajam mais nas formações e conseguem aperfeiçoar ainda mais sua prática pedagógica quando tratados como aprendizes ativos. Para que o professor consiga relacionar o processo formativo diretamente com sua atividade em sala de aula, é importante que o formador permita a ele vivenciar na formação algumas das práticas e processos que se espera que ele promova em sua aula. Essa estratégia de formação é conhecida como homologia de processos e possibilita ao docente perceber na prática que ele e também seus alunos aprendem mais e melhor ao participarem ativamente do próprio processo de aprendizagem.

 Para isso, o formador pode conduzir ações pedagógicas da maneira como é esperado que o professor realize em aula, além de propor a reflexão sobre como e por que elas foram realizadas de determinada forma.

 A aprendizagem ativa pode concretizar-se, ainda, de outras formas:

     i) a possibilidade de observar professores especialistas e de ser observado, sempre com um foco de observação, dando ou recebendo devolutivas pedagógicas do processo e refletindo sobre as estratégias de apoio à aprendizagem;

    ii) planejar como novos materiais e estratégias de ensino, discutidos na formação, podem ser utilizados na sala de aula;

     iii)   analisar o trabalho dos alunos, suas ações, expressões e interações para compreender melhor como se dá o processo de aprendizagem de cada um e planejar estratégias de apoio que promovam melhores resultados de aprendizagem; e

    iv) coordenar discussões e realizar trabalhos escritos que promovam a reflexão e o aprofundamento de conhecimentos sobre a prática.

2 - FOCO NO CONHECIMENTO PEDAGÓGICO E SUA RELAÇÃO COM O CONTEÚDO ENSINADO

Na formação continuada na escola, é importante que o formador desenvolva os professores com relação a seus conhecimentos pedagógicos (como gestão de sala de aula, planejamento de aula, uso de avaliações formativas) e que os estimule a relacioná-los com o conteúdo específico de seu componente.

 Os docentes precisam ser formados para aprenderem a definir com precisão quais são os conceitos e as habilidades a serem aprendidos pelos alunos e também identificar os conteúdos que lhes causam maiores dificuldades, buscando estratégias para melhorar o processo de ensino-aprendizagem.

Os momentos de formação continuada de professores na Secretaria ou com especialistas devem tratar da compreensão de:

     i)  como os conteúdos de suas disciplinas estão estruturados e articulados entre si; e

   ii) como os estudantes aprendem esse conteúdo, ajudando os educadores a encontrar maneiras eficazes de ensinar assuntos específicos de forma que seus alunos possam aprendê-los.

 A partir dessa análise, os docentes precisam ser formados para saber identificar como melhor podem apoiar a aprendizagem de cada aluno e do grupo como um todo. É preciso apoiar o professor no processo de identificar a singularidade e os desafios do processo de aprendizagem de cada aluno, desenvolvendo estratégias diversificadas de ensino que sejam inclusivas e promovam a aprendizagem de todos os estudantes.

3 - PARTICIPAÇÃO COLETIVA (TRABALHO COLABORATIVO)

 É importante que professores da mesma escola, etapa e/ou área de conhecimento participem juntos da formação, interagindo entre si e com os formadores.

 O trabalho colaborativo favorece que os professores compartilhem experiências e práticas pedagógicas, dialoguem sobre os desafios vivenciados na escola e construam uma cultura comum e inclusiva sobre quais objetivos, dificuldades e soluções estão envolvidos no processo de aprendizagem dos estudantes. Essa colaboração se torna ainda mais importante no contexto de implementação dos novos currículos, que representam uma mudança para todos os educadores.

4 - DURAÇÃO PROLONGADA

 O processo de aprendizado não é linear e depende de reflexão, mudança de práticas, interação e aprimoramento contínuo do trabalho pedagógico. Por isso, as formações não podem ser apenas atividades pontuais de um período ou um dia, mas precisam ser prolongadas, intensivas, contínuas e permitir contato frequente entre os formadores e os pares para compartilharem experiências e discutirem práticas e desafios.

 Assim, as formações podem retomar conteúdos e fornecer devolutivas sobre a prática docente, a fim de que as aprendizagens sejam profundas e duradouras. Especificamente na escola, o contato recorrente com a equipe gestora em seu papel de formação é um elemento fundamental para proporcionar um processo formativo prolongado.

5 - COERÊNCIA

A proposta da formação deve levar em consideração as políticas educacionais da rede, como o currículo, o material didático e as avaliações da escola e externas, o contexto escolar (Projeto Pedagógico e as prioridades da escola) e, principalmente, às necessidades de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos e dos docentes. Dessa maneira, a formação pode ser construída com sentido para o professor, na medida em que dialoga diretamente com suas necessidades e desafios profissionais.

FONTE: MEC, CONSED, UNDIME E MOVIMENTO PELA BASE NACIONAL COMUM.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Gestão Escolar: garantindo as aprendizagens com equidade

Um dos grandes problemas de nosso país é a desigualdade social, e para combater esse problema devem ser discutidas os fatores de sua causa e também conceitos  que contribuem para esse enfrentamento. É digno de nota que a educação é uma das ciências que entram em discussão.

Precisamos compreender os fatores de vulnerabilidade, é importante destacar que as vulnerabilidades presentes podem fazer parte de marcações estruturais e históricas que dizem respeito a processos de exclusão relacionadas a raça/etnia, gênero/orientação sexual e condição social.

Deve-se olhar para cada um, analisando suas diferenças étnico-racial e social, circunstancias e trajetórias. Além disso, considerar a heterogeneidade territorial. De modo, que é fundamental realizar diferenciações para que não se perca de vista que cada pessoa tem nome, história, limites e potencias implicados nos desafios e resultados de aprendizagens adquiridos. Isso implica em conhecer o adolescente e suas circunstâncias, além de seu contexto histórico-social com o intuito de garantir seu direito ao desenvolvimento integral.

Portanto, ter equidade significa considerar cada pessoa, não perdendo de vista o que a torna vulnerável, mapeando quais são esses alunos e buscando estratégias que possibilitem vencer as possíveis desigualdades encontradas.

veja mais no vídeo.



domingo, 31 de maio de 2020

Como enfrentar a Ansiedade? (Síndrome do Pensamento Acelerado)


Hoje vivemos numa sociedade rápida e ansiosa. As pessoas vivem agitadas e estressadas. Estamos na era da indústria 4.0, ou como alguns denominam a quarta geração industrial. Com a internet das coisas, os sistemas ciber- físicos comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real. Esse mundo faz com que muitos deixem de conhecer a si mesmos, fazer um autodiálogo, apesar de conhecer muitas pessoas nas redes sociais.

Algumas pessoas sofrem por antecipação, acordam cansados, esquece-se com facilidade e de acordo com o psiquiatra Augusto Cury essas pessoas sofrem da Síndrome do Pensamento Acelerado. (SPA)
Há muitos tipos de ansiedades, como a pós traumática, o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), a síndrome de burnout, o transtorno do pânico e a SPA que tem como uma das características marcante o sofrimento por antecipação. Todos ficamos angustiados por fatos e circunstancias que ainda não aconteceram, mas que já estão desenhados em nossa mente.

No vídeo resumo iremos compreender como lidar com tal transtorno.

FONTE: Cury, 2013.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

BNCC NA ESCOLA: Orientações para formação continuada e revisão do Projeto Pedagógico.


O papel dos gestores é fundamental nesse processo. O coordenador pedagógico tem um papel central no acompanhamento das aprendizagens e no desenvolvimento dos estudantes de forma alinhada ao novo currículo, além de planejar e realizar formações, apoiar a prática e o desenvolvimento profissional da equipe docente. O diretor escolar como liderança pedagógica da escola apoia os espaços de formação continuada e acompanha a aprendizagem dos alunos, planejando e implementando ações para melhorá-la à luz do novo currículo.


A revisão dos projetos pedagógicos (PP) é uma etapa fundamental para a implementação dos novos currículos nas escolas. Entenda por que e confira algumas sugestões.
A revisão do PP a luz dos novos currículos: fortalece a identidade da escola, define os objetivos para aprendizagem dos alunos, promove a apropriação dos novos currículos da Base Nacional Curricular, apoia a formação docente.
A estrutura do Projeto Pedagógico:

CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E CARACTERIZAÇÃO: Fortalece a identidade da escola e promove uma reflexão sobre as suas particularidades.

DIAGNÓSTICO DE INDICADORES EDUCACIONAIS: Identifica na escola quais seus pontos fortes, as dificuldades dos alunos e professores e as prioridades de atuação.

MISSÃO, VISÃO E PRINCÍPIOS: Promove engajamento em torno de uma visão e objetivos comuns e fortalece a gestão democrática e participativa.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA, PRÁTICA E BASES LEGAIS: Mostra uma compreensão de que o PP é um documento embasado e respaldado pelo novo currículo, por diretrizes locais, estaduais e nacionais, além de discutir práticas e materiais pedagógicos de referência para a escola.

PLANO DE AÇÃO: Estabelece o caminho para a realização do desejo escolar construído coletivamente, com um planejamento claro que oriente a atuação de toda a comunidade escolar, olhando para o que já foi construído nos pontos anteriores.

Formação Continuada na Escola

Como construir uma formação continuada de qualidade:

PREMISSAS DE QUALIDADE: Há cinco premissas indicadas pela literatura para construir um processo formativo eficaz: métodos ativos de aprendizagens; foco no conhecimento pedagógico e sua relação com o conteúdo ensinado; participação coletiva (trabalho colaborativo); duração prolongada; coerência.

PLANO DE FORMAÇÃO CONTINUADA: É importante construir um plano de formação com sequenciamento coerente de conteúdos, alinhado ao novo currículo e construído a partir do diagnóstico das necessidades formativas dos alunos, professores e do ambiente escolar.

PARTICIPAÇÃO DOS PROFESSORES: É importante que o plano seja construído de forma conjunta e que os professores se sintam sujeitos ativos de seu processo de formação.

O QUE CONSIDERAR NO PROCESSO: Ter um diagnóstico com uso de dados e evidências, em seguida, definir objetivos, conteúdos, estratégias e métodos formativos e, com base nisso, estabelecer formas de monitoramento e avaliação.

COMUNIDADE DE PRÁTICA PROFISSIONAL: É importante construir uma comunidade com docentes em que eles estejam confortáveis para compartilhar experiências desafiadoras, expor suas ideias e contribuir com críticas construtivas e sugestões para aprimorar as práticas dos colegas, olhando para a sala de aula.

VEJA O GUIA COMPLETO AQUI. http://bit.ly/guiagestorescolar


FONTE: MOVIMENTO PELA BASE NACIONAL COMUM

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

BNCC: Formação para Competência Profissional Docente


Além das Competências Gerais dispostas na BNCC, e que deverão ser desenvolvidas nos cursos para formação de professores, o licenciado também deve desenvolver competências profissionais docentes que se integram, são interdependentes e entre as quais não existe hierarquia, compondo a Base Nacional Curricular Comum para Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica. Tais competências são compostas por três dimensões: conhecimento, prática e engajamento profissionais.


Conhecimento profissional: O conhecimento profissional pressupõe uma formação específica e permite a atuação docente autônoma. Retrata a aquisição de saberes que dão significado e sentido à prática profissional realizada em âmbito escolar.
Os conhecimentos da área, da etapa, do componente estão no âmago da competência. Os conteúdos curriculares são nucleares e imprescindíveis para  a constituição de competências. Sem conteúdos designados como recursos intelectuais, saberes ou conhecimentos não há o que possa ser mobilizado pelo sujeito para agir assertivamente numa dada situação.
Na profissão docente o conhecimento profissional não está desvinculado da prática profissional, por isso é tão importante o currículo da formação de professores focar naquilo que os futuros docentes devem saber e serem capazes de fazer.
Prática Profissional: Tão importante quanto abordar os conteúdos, é imprescindível que o “conhecimento pedagógico do conteúdo”, seja, a forma como são trabalhados em situação de aula serem vivenciados pelo licenciado. É por meio da apropriação do “conhecimento pedagógico do conteúdo” que o licenciado durante sua formação e carreira profissional promoverá de forma coerente situações de aulas com duplo foco sendo um conhecimento e outro o desenvolvimento de competências, entre elas as cognitivas e as socioemocionais, como indicadas na BNCC.
A prática docente é a associação contínua entre objeto de conhecimento e objeto de ensino: a concomitância entre aprendizagem dos conteúdos a serem ensinados (objetos de conhecimento) e a aprendizagem dos procedimentos e objetivos para selecionar, ordenar, organizar e avaliar os conteúdos para aprender (objetos de ensino) fazem parte fundamental da formação e da relação conhecimento e prática.
Engajamento Profissional: O engajamento profissional é fundamental e estruturante para o exercício da ação docente. Anteriormente, reconheceu-se o conhecimento profissional como base estruturante para o exercício da profissão e a prática profissional como atividade – inseparável do conhecimento – pela qual o professor exerce sua habilidade do fazer de seu trabalho. Entretanto, integrando essas duas dimensões, há esse domínio indispensável para a profissionalidade dos professores que é o engajamento. Trata-se de um compromisso ético do professor para com os alunos, seus pares, os gestores, a comunidade escolar e os demais atores do sistema educacional.
O engajamento profissional pressupõe o compromisso consigo (desenvolvimento pessoal e profissional), o compromisso com o outro (aprendizagem e desenvolvimento do estudante) e o compromisso com os outros (interação com colegas, atores educacionais e sociedade).

FONTE: Conselho Nacional de Educação, 2019
Por: Carlos Fernando

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Formador de Formadores: Formação Continuada do Coordenador Pedagógico

O professores das escolas adquirem consistência quando os mesmos estão também preparados para cumprir seu papel como formador. O formador de formadores, precisa estudar para formar. A formação inicial deve formar bem os futuros coordenadores para que este esteja conceitualmente preparado, para às diferentes realidades que possa encontrar. E isso é tema de estudo e debates há alguns anos. Veja reportagem sobre formação continuada do coordenador pedagógico realizada pelo Salto para o Futuro. https://www.youtube.com/watch?v=QZrZaHHdaFE


Atualmente o coordenador pedagógico, em alguns casos sendo o pedagogo escolar, exerce várias funções no seu estabelecimento de trabalho e não existiu de fato uma formação profissional coerente com essa prática. Muitos saem das Universidades, sem ter uma clareza de qual realmente é a sua função, e na prática se sua atividade se torna um executor de tarefas de rotina, deixando de realizar sua função formativa.
Nesse sentido, temos a função primordial do coordenador pedagógico, na formação de formadores, ou seja, dos professores. Esta formação não deve ser realizada não somente por meio de palestras agendadas ou à distancia. O formador de formadores deve fazer sua formação de em serviço, uma boa formação é aquela realizada em serviço. Desde modo, a formação aos professores deve focar no aprendizado de experiências do seu cotidiano ao agir da  “reflexão – ação – reflexão,” e esse ciclo deve ser permanente para que o aprimoramento do professor seja contínuo.
O formador de formadores, o coordenador pedagógico, deve participar de formações regulares, a cada 15 dias ou uma vez ao mês, em encontros pedagógicos para coordenadores e também para pedagogos na função de coordenadores pedagógicos. No lócus do seu serviço, os mesmos deveriam ter 1/3 de sua jornada de trabalho destinada a sua auto- formação continuada, onde os mesmos fariam pesquisas, estudos para aperfeiçoar sua prática.
Nesse contexto, o professor coordenador pedagógico, também é um pesquisador e seu campo de pesquisa é sua prática. Cada coordenador precisa ter um domínio teórico das questões educacionais e diretrizes para não agir no imediatismo no espaço escolar, visto que o trabalho do coordenador pedagógico como formador de formadores é de intervir na formação de  humanos.
Desta forma, percebemos que o coordenador pedagógico não possui no seu espaço de formação, o chão de sua escola, o tempo para estudo e pesquisa. Para as novas diretrizes como a nova proposta da Base Nacional Curricular Comum- BNCC, que aponta para uma formação integral dos alunos, os mesmos deverão ser formadores de formadores tendo que dedicar horas, tempo de estudo, procurando lacunas na sua rede para implementar tal proposta.
Para uma boa formação em serviço, será necessário tempo para estudo e pesquisa;  auto - formação no espaço de formação, ou seja na escola; foco nas suas atividades formativas e não centradas em questões administrativas e burocráticas e valorização profissional, pois muitos são tempo integral nas escolas, sem serem lotados de forma integral, mas vivenciam a pedagogia da presença para alcançarem resultados positivos junto aos seus professores e alunos.

Por: Carlos Fernando

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Atualizando o Diagnóstico da Realidade de sua Escola


O diagnóstico é a compreensão entre o que se pensou como ideal e a realidade educativa da escola. A comunidade escolar deve levantar as características atuais da escola, suas limitações e possibilidades, os elementos identificadores, a imagem que se quer construir quanto ao seu papel na comunidade em que está inserida. Esse levantamento dos traços identificadores da escola constitui um diagnóstico que servirá de base para a definição dos objetivos a perseguir, do modelo de gestão a ser adotado, dos conteúdos que devem ser trabalhados, das formas de organização e funcionamento da unidade escolar e sua função social no contexto local e global.


O diagnóstico trabalha a dimensão da realidade: Que características (sociais, econômicas, culturais) tem a comunidade e a clientela a que a escola atende? Para facilitar esta etapa pode –se fazer um mini censo no bairro ou consultar o censo do município e elaborar um questionário para uso com os alunos no interior da escola ou para os pais no processo de matrícula. Como se apresenta os resultados de aprendizagem? Para isso, pode-se fazer um diagnóstico com base nos indicadores que podem ser adquiridos nos sites como https://www.qedu.org.br/; neste site pode-se encontrar dados dos diretores, professores e alunos que participaram da última Prova Brasil e que fornece informações valiosas sobre as expectativas, visões de todos sobre a Unidade Escolar.
Toda esse estudo sobre o contexto escolar, poderá ser utilizado como instrumento de avaliação dos avanços alcançados e também na construção de sua identidade, e depois contemplar os resultados no Projeto Político Pedagógico.
Danilo Gandi especialista fala dos processos de elaboração do Projeto Político Pedagógico, bem como da autonomia e busca de apoio da comunidade para um trabalho coletivo, bem apropriado para usar na formação pedagógica junto ao corpo docente de sua escola.

Por:Carlos Fernando


quarta-feira, 11 de julho de 2018

O que é um Grêmio Estudantil?


O grêmio é uma entidade que representa os estudantes de uma determinada escola. Ele serve para representar os estudantes e organizá-los para lutar pelos seus direitos dentro e fora da escola. Os grêmios estudantis são entidades independentes da direção da escola, dos professores e dos governos.
O grêmio é uma organização sem fins lucrativos que representa o interesse dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais.



O grêmio é o órgão máximo de representação dos estudantes da escola. Atuando nele, você defende seus direitos e interesses e aprende ética e cidadania na prática.

A Secretaria de Estado da Educação entende que toda representação estudantil deve ser estimulada, pois ela aponta um caminho para a democratização da Escola. Por isso, o Grêmio nas Escolas públicas deve ser estimulado pelos gestores da Escola, tendo em vista que ele é um apoio à Direção numa gestão colegiada.

Os Grêmios Estudantis compõem uma das mais duradouras tradições da nossa juventude. Pode-se afirmar que no Brasil, com o surgimento dos grandes estabelecimentos de ensino secundário, nasceram também os Grêmios Estudantis, que cumpriram sempre um importante papel na formação e no desenvolvimento educacional, cultural e esportivo da nossa juventude, organizando debates, apresentações teatrais, festivais de música, torneios esportivos e outras festividades. 

As atividades dos Grêmios Estudantis representam para muitos jovens os primeiros passos na vida social, cultural e política. Assim, os Grêmios contribuem, decisivamente, para a formação e o enriquecimento educacional de grande parcela da nossa juventude.
Além disso, um Grêmio forte e luta é um importante instrumento para reivindicar um bairro ou até mesmo uma cidade melhor para todos nós. Já imaginou, se todos os estudantes tivessem passagem gratuita nos ônibus? Se as nossas escolas tivessem uma estrutura melhor? Veja a grande importância da luta no Grêmio Estudantil.

Para melhor organização das atividades do Grêmio, existe uma direção eleita democraticamente pelos estudantes da escola, que terá a função de organizar e representar os estudantes da escola. Essa direção nunca deve fazer o que vier em sua de cabeça! Deve sempre ouvir as demandas dos estudantes e acima de tudo, propor atividades em que a maioria concorde.

Em muitas Escolas, contrariando as leis vigentes e correndo grandes riscos, mantiveram as atividades dos Grêmios livres, que acabaram por se tornar importantes núcleos democráticos de resistência à ditadura. Com a redemocratização brasileira, as entidades estudantis voltaram a ser livres, legais, ganhando reconhecimento de seu importante papel na formação da nossa juventude. Em 1985, por ato do Poder Legislativo, o funcionamento dos Grêmios Estudantis ficou assegurado pela Lei n. 7.398, como entidades autônomas de representação dos estudantes.

Por: Carlos Fernando

quinta-feira, 5 de julho de 2018

JOVEM DE FUTURO - Seminário de Gestão Pedagógica Orientada para Resultados de Aprendizagem: Caminhos e Desafios.


A primeira Gerência Regional de  Parnaíba, junto com seus ACGS, Gerente Regional, Coordenadora de Ensino e Coordenadores pedagógicos participaram do Seminário. Segue um resumo do encontro.


Gestão Escolar- O papel do coordenador: conceitos e evidencias da prática pedagógica
Professora Conceição Castelo Branco.

O que é gestão pedagógica? Entre as dimensões, conforme Heloíza Luck, seria a gestão democrática e administração pública, gestão de resultados, gestão da cultura organizacional, gestão de pessoas, gestão do cotidiano escolar, planejamento e organização do trabalho escolar e bem no centro fica a Gestão Pedagógica.
Foi questionado sobre qual o papel do coordenador pedagógico. Fazendo uma análise do mito do sísifo, da fábula da cigarra e mito da caverna, compreendemos esse papel do coordenador frente aos grandes desafios em que o mesmo se apresenta. O mesmo deve garantir o direito do aluno a uma aprendizagem significativa, com os seguintes eixos estruturantes de atuação do coordenador. Articulação , Formação e Transformação. Na articulação o coordenador analisa o currículo, Projeto Pedagógico, Planejamento Pedagógico. O coordenador Pedagógico deve  ajudar o professor por meio da formação continuada, com conhecimento técnico e habilidades adequadas à formação. Na formação ao professor trabalhamos as competências, ser um coaching e também mindset. Na transformação, destacamos a Prática Pedagógica e Ambiente Escolar que seria por meio do ensino aprendizagem, avaliação e trabalho coletivo.
Na sequência temos a palestra com o tema: Função do Coordenador Pedagógico nas Escolas de Ensino Médio, por meio de um resultado de uma pesquisa desenvolvida em Maio a Julho de 2016. Foi realizada pesquisa documental, bibliográfica e diagnóstica. Entre alguns dos objetivos da pesquisa foi: investigar a estrutura do trabalho do coordenador pedagógico, identificar as dificuldades enfrentadas por esses profissionais em seus cotidianos.
Foi salientado que o coordenador pedagógico termina fazendo muitas atividades na escola, atividades estas que não é a sua função. Rotinas e fluxos dos estados do Espirito Santo, Goiás, Pará, Piauí foram apresentados e conforme a pesquisa a fala de vários coordenadores é que mudem a realidade das escolas para que o coordenador cumpra sua principal atribuição que é o pedagógico.
Foi citado, o Horário Coletivo de Trabalho (HTTP) que é uma das atividades do coordenador como formador, nestes horários fazer sua formação perante aos professores. No Piauí , há o Programa de Formação Continuada no “Chão da Escola”, é a mesma apresentada a dois anos atrás conforme pesquisa. Ellen Gera , o mediador do ciclo fez a pergunta sobre o papel do coordenador pedagógico, diretor e bedel? A resposta foi que cada um deve dá um limite para seu trabalho e dá prioridade para o que é mais importante, e essas ações devem ser planejadas quando na elaboração do plano de trabalho.

Aprendizagem –  Boa prática: parceria entre a docência e a coordenação pedagógica.
Professora Cláudia Santana

 A professora Cláudia falou de um projeto iniciado na época em que a mesma atuava como coordenadora pedagógica.  Foi um projeto de Intervenção Refletir para Agir, Agir para Transformar. Entre uma das metas era construir na escola uma prática de gestão pedagógica que tenha como foco possibilitar uma maior integração entre os atores. A realidade seria deixar  as aparências e assumir os problemas que afetam o desenvolvimento.
Foi salientado o questionamento: como chamar a comunidade para uma atitude reflexiva acerca da realidade vivenciada, onde a desmotivação está presente em todos os segmentos? Quais os caminhos que foram traçados? Neste caso seria convidar cada segmento, funcionários, alunos, pais e alunos para um momento de reflexão. Cada segmento com orientação do núcleo gestor elaborou um pequeno plano de ação para implementar em um setor específico. Uma vez por mês os grupos se reuniram para avaliar se o que estava sendo feito surtia o efeito que se desejava.
Como resultados, citamos a mudança de atitude, de comportamento e de postura, além de transformar a realidade, transformar a nós mesmos e a forma como nos relacionamos com o outro, isso foi fundamental para conseguir uma nova “IDENTIDADE PARA A ESCOLA”
Logo em seguida veio a palestra com o professor Carlos Saldanha, com suas experiências do estado do Pará, o mesmo também explanou o tema pedagógico, respondendo ao questionamento: O que é o Pedagógico?
A reflexão sobre a categoria pedagógica, levou a algumas discussões dentre elas, o que é o pedagógico e o que estamos chamando de pedagógico. Foi citado e comentado Franco e libâneo.
“Elemento relacional entre sujeitos: é uma construção coletiva existente na dialogicidade dos sujeitos” (FRANCO, 2012, p. 169)
“Fatores que contribuem para a construção do ser humano como membro de uma determinada sociedade, e os processos e meios dessa formação.” (LIBÂNEO, 2010, p.23)
A noção do pedagógico implica a função social e a concepção pedagógica. Neste modelo de gestão, o coordenador é responsável para mobilizar esses fatores, cabendo ao gestor escolar também a função de articulador deste processo. Nesse sentido, o coordenador é articulador da proposta pedagógica da escola com foco no plano de ação e nos projetos curriculares em desenvolvimento.

A tarde tivemos outra mesa, com outro ciclo, com temática voltada para o coordenador pedagógico como formador. A professora Tereza Perez falou sobre o tema: Coordenador Pedagógico – competências e habilidades. Iniciou sua fala com o questionamento: Quem é o Coordenador Pedagógico?

O coordenador pedagógico, não é um pau pra toda obra, mas sim um parceiro do diretor e do professor, e também o responsável para responder às demandas administrativas e atender as famílias. O coordenador junto ao diretor , como dupla gestora devem ter como foco na aprendizagem da comunidade escolar. Juntos devem construir uma visão estratégica de atuação com planejamento, cronograma, metas, responsáveis e condições (tempo, espaço, materiais) considerando monitoramento dos processos de ensino e de aprendizagem.

Outra palestra deste ciclo, mediada pelo professor Edmilson, foi o tema: O viés formativo do coordenador pedagógico, com a professora Elenice Maria Nery, Coordenadora Estadual da formação no “Chão da Escola”.

O coordenador é tido como o protagonista da formação. A instituição escolar é considerada como lócus da formação e convivência, e é necessário que neste cenário exista profissionais competentes. A formação continuada deve se integrar ao cotidiano da escola e respeitar as experiências profissionais de todos os participantes.
O coordenador atua como formador e precisa refletir, na e sobre a sua prática. Nesse ínterim, o ofício do trabalho do profissional de gestão pedagógica da escola tem sido cada vez maior. No entanto, ele precisa potencializar a formação continuada no docente da unidade escolar e se permitir, ao mesmo tempo participar na formação.
O coordenador entra como protagonismo das ações e resultados. A escola como espaço da formação continuada deve dá as condições ideais para as discussões e práticas pedagógicas, visando à melhoria da qualidade de ensino e consequentemente, os índices educacionais indicados pelas avaliações externas. No entanto, o coordenador precisa respeitar seu tempo de formação continuada e dedicar os momentos pertinentes a isso para a formação com o corpo docente.

Por: Carlos Fernando

quinta-feira, 28 de junho de 2018

ONE: OBMEP Na Escola


O projeto ONE - OBMEP na Escola é coordenado pelo orientador Prof. Dr. Pedro Jorge e executado pelo professor  Fabricio Barros na Escola: Unidade Edison da Paz Cunha. A turma deve ter no mínimo 20 alunos:

Hoje tem:11 Alunos do Edison da Paz Cunha, 03 do Padre Vieira e 01 do Raquel Magalhaes (ainda não confirmado),01 alunos da Ilha Grande que ainda não confirmou o nome e a escola.
Efetivamente temos 14 alunos assíduos a meta é ter 30 alunos.
O requisito é ter sido aprovado na primeira fase da OBMEP.


As aulas do programa são realizados todos os sábados de 7h as 11hs na escola Edison da paz cunha
Projeto tem parceria com Instituto de matemática pura e aplicada (IMPA) Universidade federal do PI (UFPI) e escola Edison da paz cunha.

Importante ressaltar que é o único projeto nesse sentido num raio de 100 km
Ainda temos vagas para 16 alunos. Os 16 primeiros que demonstrem interesse e compromisso terá sua vaga garantida. A escola Edison da Paz Cunha oferece lanche, apostilas e livros além do espaço físico.
Procure a Unidade Escolar Edison da Paz Cunha, e garanta sua vaga no Programa ONE - OBMEP na Escola.

Por: Carlos Fernando.

Projeto Escola Aberta e Mobieduca.me na Escola Edson da Paz Cunha


No dia 28 de Junho de 2018, a Diretora da Unidade de Gestão e Inspeção Escolar – UGIE, professora Ana Rejane da Costa Barros, esteve presente na Unidade Escolar Edson da Paz Cunha, a professora Safira Santos fez a abertura e logo em seguida foi ouvida a comunidade escolar. Alunos do 1o ano e 2o ano que estão desde a 7a série na escola fizeram seus depoimentos destacando o que a escola precisa, enfatizando que a Instituição de ensino possuem bons professores. Os pais presentes também usaram a palavra para reivindicar sobre a segurança dos filhos e melhores condições de trabalho.


 Logo em seguida após ouvir a comunidade escolar, professora Ana Rejane apresenta a todos dados colhidos da realidade escolar e apresenta sugestões como solução imediata para as demandas da escola que está além de apenas aumentar os muros da escola e colocar cerca elétrica.  Disse que assim como nas penitenciarias existem muros e que continuam tendo rebeliões, na escola a solução não é apenas elevar os muros, mas mudanças na organização escolar.



Entre algumas das providencias tomadas, está o uso da ferramenta mobieduca.me, onde a escola terá a entrada dos alunos apenas por meio da carteirinha, onde a ausência dos alunos será comunidade por meio de SMS. Incentivou-se a escola organizar momento para socializar esta ferramenta, onde a SEDUC vai disponibilizar treinamento. Outra medida seria o uso de câmeras, na segurança pública os vigias noturnos, apoio do pelotão escolar e botão de alerta. Foi bem apropriada também a sugestão do controle comunitário, que se trata do olhar da comunidade acionando ajuda. Para assegurar os projetos de leituras, a biblioteca será revitalizada com novos livros, e um profissional estará conduzindo as atividades rotineiras na mesma.
Apesar de tudo que já foi salientado para revitalizar a escola, enfatizou-se a limpeza por meio de capina e pintura. O local onde localiza anteriormente a 1a  GRE e também onde iniciou- se a construção de uma quadra, precisa deste processo; além de uma Ambientalização do Espaço Escolar como Paisagismo e horta com ajudas dos profissionais das Artes, Educação Física e outros que contribuam para esta finalidade.
Os alunos do Edson destacaram bem a importância de ter sua própria quadra de Esportes, da mesma forma que reivindicou a professora Maria Jane de educação física.


Outro ponto de suma importância, foi sobre as instancias democráticas, por meio dos Grêmios e representantes de turmas, Conselho Escolar e Conselho de Classe. Incentivou-se a revitalizar o conselho de classe e instituir plantões escolares. Revitalizar o conselho escolar, para uma co- gestão da escola que está ligada a uma co- decisão. Sobre o aspecto pedagógico, ênfase foi dada nas atividades complementares, foram mencionados os projetos que já acontecem na escola, como o programa OBMEP na escola, Clube de Ciências e foi sugerido para começar no segundo semestre  a Escola Aberta, realizar a Semana Presente, prestação de serviços para a comunidade, como apresentações culturais em parceria também com outras Instituições. No próximo semestre o projeto Escola Aberta estará sendo executada, onde o objetivo é que a família esteja mais próxima na escola. Entre as oficinas estão aquelas que será realizada para os alunos e outras para os pais.
No dia 11 de agosto será realizada na Unidade Escolar Edson da Paz Cunha, o dia D da família na escola. E haverá várias atividades semelhante a Ação Global cujo cronograma será divulgado em breve.


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Conselho Escolar e o Tempo Pedagógico


Em virtude das condições econômicas e sociais desfavoráveis em nossa sociedade, muitos de nossos jovens necessitam de uma ampliação do seu tempo pedagógico para alcançar o padrão de desempenho escolar desejável. Cabe a cada escola conforme suas especificidades se organizar e garantir esse direito que os jovens alunos tem. O conselho Escolar precisa entender as razões da organização das classes e turmas para acompanhar alguns indicadores e verificar os resultados dos procedimentos pedagógicos.
O Conselho Escolar deve ter uma visão mais realista sobre o tempo escolar e as atividades pedagógicas propostas pelos professores. Podem – se realizar feiras de conhecimento, seminários com relatos de experiências e projetos. O ideal seria acompanhar e verificar se o ritmo de aprendizagem esta sendo respeitado e condições dignas de trabalho aos professores também oferecido.


O Conselho Escolar pode auxiliar a escola na ampliação de sua autonomia em relação à condução das atividades pedagógicas e administrativas, sem que ela perca sua vinculação com as diretrizes e normas do sistema público de ensino. Nesse sentido, incentiva as medidas que são tomadas visando à instauração ou ao aprofundamento das relações democráticas entre todos os seguimentos que a compõem, sem perder de vista que o último e mais importante é que tal clima favoreça de fato as aprendizagens dos estudantes.
Nesse sentido, os alunos precisam aprender no tempo apropriado e conforme os conteúdos trabalhados. O calendário poderá ser adaptado para que este pressuposto possa ser adquirido, desde o momento em que o discente realmente tenha assimilado o conhecimento pelo qual o mesmo será avaliado. Neste mesmo direcionamento, entra os processos de recuperação e verificação do aprendizado, para que os mesmos sejam avaliados corretamente. Novamente o Conselho Escolar deverá está informado dessas informações.
É de grande importância, que se compreenda que o incentivo às formas democráticas de convivência escolar tem por objetivos o estabelecimento de condutas construídas coletivamente, auxiliem a efetivação de práticas pedagógicas e considerem o ritmo individual do estudante. O Conselho Escolar constitui o espaço mais adequado para que de forma compartilhada, dirimir as dúvidas, encontrar soluções e propor novas condutas de participação individual e coletiva no ambiente escolar.
O tempo de permanência do estudante na escola é tempo das aprendizagem intelectual, sociocultural, afetivo e ético. Esse tempo não pode ser desperdiçado. Exercer um acompanhamento qualificado desse tempo é tarefa do Conselho Escolar.

FONTE: Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares. Navarro, 2004.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: Avaliação do processo de planejamento participativo

 Avaliação

A atividade de avaliar caracteriza-se como um meio subsidiário do crescimento; meio subsidiário da construção do resultado satisfatório. Até mesmo no dia – a – dia em atos comuns ou complexos, a avaliação subsidia a obtenção de resultados satisfatórios.
Nesta perspectiva, a avaliação bem como o planejamento busca pressupostos concretos. Sobre a avaliação Luckesi (2006, p.165) conceitua: “ A avaliação é um ato de investigar a qualidade dos resultados intermediários ou finais de uma ação, subsidiando sempre sua melhora.”
Avaliar assim, neste sentido é colocar-se frente ao realizado, confrontando-o com o desejado e decidir-se por aproximar o vivenciado ao idealizado. No acompanhamento do Projeto Político Pedagógico, podem surgir dificuldades que devem ser analisados com possibilidades de fazer modificações.
Entendemos assim, que parte do planejamento para agir na realidade sobre a qual se planejam, analisam-se os resultados, corrige-se o planejado e volta-se a ação para ser novamente avaliada.

Técnicas e instrumentos de avaliação

Os participantes do processo de avaliação decidirão por que meios e quais instrumentos mais adequados para realizar a avaliação desejada. Podem-se utilizar dinâmicas para ajudar na avaliação, Dálmas (2009) sugere algumas técnicas:
 - dinâmicas de pequenos grupos: especialmente se o número de participantes for elevado. Assim, todos têm a oportunidade de participar dos debates que, posteriormente, enriquecerão a assembleia.
- assembleias: só é aconselhável quando o grupo é reduzido e a participação de todos for possível.
- seminário: trabalho em pequenos grupos.
- painel integrado: também provoca debate, reflexão,  muito enriquecidoras.
Dentre outras técnicas, a aplicação dos instrumentos levará em consideração o que vai ser avaliado. Se o Projeto Político Pedagógico, ou apenas a programação e assim por diante e cabe a cada equipe analisar melhor proposta.
Alguns instrumentos se faz necessário para realizar as avaliações,  por exemplo, o roteiro, o questionário e a ficha de avaliação. Deve lembrar-se que a avaliação deve ser bem organizada e com objetivos de ter uma participação efetiva de todos.
O Projeto Político Pedagógico, no seu processo de construção participativa, precisa ser avaliado por acompanhar todo esse processo de planejamento. É primordial que exista esse movimento, completando o círculo do processo de elaboração, implementação e avaliando todo o processo de planejamento realizado em determinado período.
Nesse sentido, na avaliação da escola, consideramos o pedagógico e também o administrativo, neste processo de acompanhamento, mostrando assim, a importância do planejamento participativo do Projeto Político Pedagógico.
Por: Carlos  Fernando


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Partes Constitutivas do Projeto Político Pedagógico

A elaboração do projeto político pedagógico da escola se desdobra em três partes: o marco referencial, o diagnóstico e a programação. No marco referencial se explicitam de onde se está partindo, bem como o que se espera alcançar com o processo de educação; no diagnóstico se caracteriza a dimensão de realidade sobre o plano ou projeto que está estruturado;  já a programação é elemento de mediação entre a realidade e as finalidades que deseja alcançar.
São muitos os caminhos metodológicos para a elaboração do projeto político pedagógico, no entanto, destacamos o que é relevante em relação a realidade e problematizamos por meio de questionamento.
Pois até mesmo para formularmos perguntas requer reflexão. As indagações bem elaboradas, focalizadas contribuem no processo de participação e a análise da realidade. Isso significa que devem ser específicas as perguntas, condizentes com as partes constitutivas do Projeto Político Pedagógico. Desta maneira, as perguntas serão formuladas para o marco referencial, para o diagnóstico e para a programação. Logo após, já na avaliação do Projeto Político Pedagógico, deve-se elaborar questões para esta etapa.
A mobilização da comunidade escolar faz-se necessário para a construção coletiva do Projeto Político Pedagógico, visto que o objetivo é que “ haja momentos em que os membros da comunidade educativa possam refletir coletivamente[...] “ (HENGEMUHLE, 2010, p.172). E isso pode realizar-se por usar de estratégias para aproximar cada segmento da comunidade, como por exemplo, carta convite ou palestras.
Quando o grupo se mobiliza para a construção do Projeto Político Pedagógico na escola, suas ações devem se planejadas em algumas referências como:
·         Qual a melhor maneira de mobilizarmos as famílias? Os estudantes? Os funcionários? E os professores?
·         Qual melhor forma de comunicação a ser utilizada?
·         Poderemos usar a mesma estratégia para todos os segmentos da comunidade escolar?
·         Que recursos iremos utilizar? A escola dispõe desses recursos?
Depois de realizado esse estudo metodológico podemos construir o Projeto Político Pedagógico, que se inicia com o marco referencial.

O marco referencial é composto pelo marco situacional, marco doutrinal e marco operativo. O marco situacional é o momento de caracterização dos elementos estruturais da realidade onde está inserida, mostrando uma visão geral sobre ela.

No marco doutrinal se descrevem as concepções de sociedade, homem, educação, conhecimento, que norteiam a elaboração do projeto político pedagógico. 
Em uma gestão democrática e participativa essas concepções precisam ser discutidas e analisadas, pois as ações educativas sairão dessas finalidades.
 O marco operativo é o resumo que se produz no marco situacional e o marco doutrinal mostra para onde as ações necessárias serão concretizadas.
O marco operacional (MO) é a tomada de posição do grupo de planejamento, em relação à linha de ação a ser assumida, para provocar as transformações da comunidade e da sociedade.
É no marco operacional que encontramos os caminhos que iremos seguir, após ter escrito o projeto pedagógico, é aqui que as decisões são tomadas..
Para o processo de elaboração do projeto político pedagógico, além do já descrito pela conceituação do marco referencial, é essencial a realização de um diagnóstico, que é uma análise de dados quantitativos e interpretados de forma qualitativa.
E através do diagnóstico que sinalizamos a que distancia estamos entre a realidade e a utopia, ou seja, mostra a que distância estamos do ponto de chegada.
A última parte do plano ou projeto político pedagógico, é a programação, e está se refere à proposta de ações. No diagnóstico identificam-se as necessidades, que logo após, entra a programação para atender as mesmas, com o objetivo de transformar a realidade existente.
Elas são objetivas para alcançar a sua finalidade, ou seja, são ações concretas. Também são políticas, ou seja, são processos de decisões coletivos, são linhas de ações que são necessárias para o desenvolvimento do plano. E precisam de estratégias, como modo prático para concretizar cada ação a ser desenvolvida.


Por: Carlos Fernando

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Conselho Escolar e o processo de Gestão Democrática

O conselho escolar possui uma característica própria que lhe dá dimensão fundamental, é que a mesma se constitui de forma colegiada de gestão democrática. Desta forma, deixa de ser o exercício de apenas uma só pessoa e passa a ser uma gestão colegiada, onde todos se encontram para construírem uma educação de qualidade.
Nesse papel, o conselho escolar é um órgão consultivo, deliberativo e de mobilização mais importante do processo de gestão democrática, não por que controla, mas atua como um parceiro de todas as atividades desenvolvidas na escola.
E todos os envolvidos de forma coletiva, devem participar em todos os processos que requer uma tomada de decisão. É bem oportuno, a criação destes conselhos aos objetivos educacionais.
 Nesta perspectiva, o conselho deve acompanhar o desenvolvimento da prática educativa no processo ensino-aprendizagem, como sendo sua atividade principal,  ou seja, na sua função político pedagógico o conselho escolar participa no planejamento e avaliação da escola. E é exatamente neste processo que o conselho participa também na elaboração do projeto político – pedagógico e acompanhas as ações no processo de avaliação. Todo esse acompanhamento tem uma finalidade, que é exatamente construir uma educação democrática.
Visto que o objetivo do Conselho Escolar é o comprometimento com a educação como prática social, o mesmo entra como mecanismo de gestão democrática, tendo como função conhecer a realidade e mostrar caminhos que levem a realidade desejada. Conclui-se, que a principal função do Conselho Escolar é o político e pedagógico. Infelizmente muitos conselheiros escolares não conhecem essa função ou estão despreparados para  isso.
Deste ínterim, o Conselho Escolar é uma representação da comunidade escolar, e visa à construção de uma cultura de participação, constituindo-se em espaço de aprendizado do jogo político democrático. Dessa maneira, os conselhos devem buscar uma articulação efetiva entre os procedimentos pedagógicos, e a organização da escola.
Para termos uma educação de qualidade, no ponto de vista de uma educação emancipatória, devemos trabalhar tendo em consideração o contexto político, econômico e cultural. Nesse sentido, a gestão deve contribuir para uma relação entre democratização e qualidade na educação. No entanto, a escola deve contribuir para a formação dos estudantes nos aspectos culturais, políticos, econômicos, tornando uma referência em âmbito social.
Toda gestão precisa ter transparência para alcançar os objetivos. De maneira similar, o conselho escolar deve ter transparência nas ações desenvolvidas. Daí a importância do conselho escolar conhecer a escola em toda a sua totalidade. Com esse acompanhamento estará contribuindo para a educação ser uma ferramenta de emancipação dos sujeitos e para o cumprimento de seu papel social.
Em uma escola democrática, todos os envolvidos  devem ter consciência dessas ações e devem fazer-se representar e decidir sobre os aspectos administrativos, financeiros e pedagógicos. Isto ocorre devido a integração da sociedade com a escola, mediante a efetivação do conselho escolar com representação da comunidade.

 Por: Carlos Fernando

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Gestão Democrática e Participativa: aspectos conceituais e práticos.

 A LDB em seu artigo 12, estabelece  que a escola tem a responsabilidade de elaborar, executar e avaliar seu projeto pedagógico. A legislação define também normas de gestão democrática do ensino público conforme suas particularidades e os seguintes princípios estabelecidos no artigo 14: I. participação dos profissionais de educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II. participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares equivalentes.
Os dois princípios definidos de gestão democrática de ensino público ratificam o inciso VI do art. 206 da Constituição Federal. A participação dos professores e especialistas na elaboração do projeto pedagógico da escola funciona como balizamento da gestão democrática no âmbito das instituições públicas. Nesta perspectiva, as decisões centralizadas cedem a um trabalho coletivo entre os integrantes da escola e a comunidade escolar.
Ao fazer assim, a escola não apenas estará contribuindo para a democratização da sociedade, como também passa a ser um espaço para a execução da democracia, onde a comunidade passa a ter consciência e estará comprometida com seus interesses.
Em uma gestão escolar, há decisões que devem ser tomadas, o que caracteriza um ato político, pois representa todos que compõem a escola e sua comunidade. Desta maneira, para uma tomada de decisão devem estar envolvidos todos e de forma coletiva, envolvendo os diversos segmentos da escola.
Para que de fato aconteça uma tomada de decisão compartilhada é preciso uma implementação de mecanismos participativos, por exemplo, conselhos escolares, conselhos de classe, uma forma de participação dos alunos, grêmios estudantis, dentre muitas outras ações. O objetivo é que exista uma cultura de participação e de democratização na escola o que requer aprendizado, ou seja, aprender a ser democrático. Essa democracia existirá, se estabelecermos uma relação entre escola e a educação onde, também será construído o aprendizado político pedagógico. Para tornar-se democrático devem existir algumas mudanças na forma como ocorre a gestão e distribuição de serviços.
Notamos assim, que é fundamental uma implementação da prática participativa bem como no acompanhamento destas práticas. Em muitas escolas ainda existe uma postura autoritária na gestão escolar. No entanto, precisa ser rompida por meio de mecanismos de participação e ações democráticos. Visto a importância da construção coletiva do projeto político pedagógico onde está envolvido  todo esse processo, é uma maneira de distribuir esse poder de forma participativa, fazendo mudanças da forma de gerenciar tal procedimento.
Ao analisarmos deste modo, faz-se necessário repensar todo o sistema educacional, levando isso em consideração haverá mudanças no comportamento, bem como nos processos formativos delineados por uma participação voluntária, efetiva e com bom planejamento para conseguir as mudanças pré-estabelecidas.
Em uma gestão democrática é fundamental a presença organizada da sociedade na escola, onde a mesma acompanha e participa no processo educacional. Outro fator, é a estrutura física da escola, ou seja, para que o aluno permaneça na escola cogita-se um ambiente agradável. E para isso, é fundamental criar condições para que de fato, toda a comunidade possa participar neste processo.
Notamos aqui, que para termos uma gestão democrática não é um processo simples, que em poucos dias iremos conseguir os objetivos esperados. No entanto, não é tão complicado que não possamos atingir nossas metas, pois essa prática é construída na escola. Já falamos da implementação do projeto político pedagógico  e também do conselho escolar, pois estes são documentos que influenciam as decisões tomadas na escola, por que utilizam o processo democrático e participativo nas decisões tomadas em prol das mudanças esperadas pela comunidade escolar.
Podemos ressaltar, que a participação aqui em discussão não é um resultado  de processos  autoritários e espontâneos, mas é uma conquista diária e adquire força quando todos se responsabilizam pela causa.
Essa descentralização dos processos de direção e gestão demandam no desenvolvimento do espírito de equipe e noção de gestão compartilhada, nos estabelecimentos de ensino. Visto que, muitos ficaram arraigados a métodos tradicionais de gestão que levará tempo para eliminá-los.
Por: Carlos Fernando