segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A Autonomia na Escola

Quando falamos em autonomia logo nos vem a ideia de liberdade, na possibilidade de fazermos aquilo que queremos. No entanto, vamos discutir alguns conceitos de autonomia, especialmente da autonomia da unidade escolar.
Autores como Holanda (1983), define autonomia como a “ faculdade de se governar por si mesmo”, já Barros (1998), menciona como “ uma maneira de gerir, orientar as diversas dependências em que indivíduos  e os grupos se encontram no seu meio biológico ou social”, para Neves (1995), a “ autonomia é a possibilidade e a capacidade de a escola elaborar e implementar um Projeto Político – Pedagógico que seja relevante à comunidade e à sociedade.
Nessa discussão sobre a autonomia, Veiga destaca quatro dimensões básicas para o bom funcionamento de uma instituição educativa. São assim descritas. A autonomia administrativa, a autonomia jurídica, a autonomia financeira e a autonomia pedagógica.
A autonomia administrativa da escola evita que seja submetida a uma administração nas quais as decisões, a ela referente sejam tomadas fora dela, onde a comunidade escolar torna-se executora de projetos. A autonomia administrativa cria várias possibilidades, dentre elas, a construção dos conselhos escolares e a construção, aprovação e efetivação dão projeto de gestão.
A autonomia jurídica, possibilita que as normas de funcionamento sejam discutidas coletivamente e façam parte do regimento escolar elaboradas pelos segmentos envolvidos na escola e não por um regimento único.
A autonomia financeira pode ser total ou parcial. É total, quando a escola é dada a responsabilidade de administrar todos os recursos a ela repassados pelo poder público, e é parcial quando a escola tem a incumbência de administrar apenas parte dos recursos. A autonomia financeira possibilita a escola elaborar e executar seu orçamento, planejar e executar suas atividades, sem ter de necessariamente recorrer a outras fontes de receita, aplicar e remanejar diferentes rubricas, tendo o acompanhamento e fiscalização dos órgãos internos e externos.
Já a autonomia pedagógica refere-se à liberdade de a escola no conjunto de suas relações, definir sobre o ensino e a pesquisa. É condição necessária para o trabalho de elaboração, desenvolvimento e avaliação do projeto político pedagógico da escola.
Analisamos assim a importância da autonomia nas unidades escolares. Cada unidade escolar tem suas especificidades, elaboram projetos e ações pensadas no cotidiano escolar e é elaborada por todos os segmentos no interior de cada escola.
Para alguns pesquisadores, existem duas formas de autonomia: a autonomia decretada e a construída. A autonomia decretada, consiste na transferência de competências, por meio de decretos, da administração central e regional para as unidades escolares. A autonomia construída refere-se à construção coletiva e democrática de projetos, na escola que atendam aos anseios da comunidade a que pertence.
A autonomia entra nas discussões de especialistas da educação, gestores, partidos políticos dentre outros para analisar certas liberdades impostas. No entanto, para o nosso entendimento, como uma autonomia na escola, mostramos que a escola deve ser independente e tenha liberdade para coletivamente pensar, discutir, planejar, construir e executar o projeto político e pedagógico de suas unidades de ensino. Contudo, mesmo com essa autonomia, a escola está subordinada às normas gerais do sistema de ensino não podendo desobedece-las.

Por: Carlos Fernando


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Gestão Escolar numa perspectiva Democrática

A escola como uma instituição deve procurar socializar o saber, a ciência, a técnica  e as artes produzidas socialmente. Deve estar comprometida politicamente e ser capaz de interpretar as carências reveladas pela sociedade, direcionando essas necessidades em função de princípios educativos capazes de responder às demandas sociais.
Os educadores encaram a democratização como o desenvolvimento de processos pedagógicos que permitam a permanência do educando no sistema escolar, através da ampliação de oportunidades educacionais.
Outra possibilidade para a democratização do ensino, passa pelas mudanças nos processos administrativos no âmbito do sistema escolar, vislumbrados através da participação de professores e pais nas decisões tomadas, eleições para cargos diretivos, assembleias.
A gestão democrática em educação está articulada ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos, de classe, dos trabalhadores e assim por diante. Desta forma, a escola tem uma contribuição indispensável a dar para a afirmação histórica das classes populares, na medida em que favorece a compreensão do mundo, de si mesmo, dos outros e das relações sociais.
A possibilidade de uma ação administrativa na perspectiva de construção coletiva exige a participação de toda a comunidade escolar nas decisões do processo educativo, o que resultará na democratização das relações que se desenvolvem na escola, contribuindo para o aperfeiçoamento administrativo pedagógico.
Nesse sentido, há uma exigência ao administrador- educador, de que ele compreenda a dimensão política de sua ação administrativa respaldada na ação participativa, rompendo com a rotina alienada do mando impessoal e racionalizado da burocracia que permeia a dominação das organizações modernas.
O principal instrumento da administração participativa é o planejamento participativo, que pressupõe uma deliberada construção do futuro, do qual participam os diferentes segmentos de uma instituição, cada um com sua ótica, seus valores e seus anseios.
A participação é um direito e um dever de todos que integram uma sociedade democrática. Ou seja, participação  e democracia são dois conceitos estreitamente associados.
O gestor da escola tem como funções básicas as ações de organizar e administrar, tendo em vista as orientações superiores, atribuindo a todo e qualquer problema uma dimensão puramente administrativa.
FONTE: DINAIR LEAL

Por: Carlos Fernando

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Instrumentos de Verificação do Rendimento Escolar

Dentro do processo de avaliação escolar, está o processo continuo que ocorre nos mais diferentes momentos do trabalho pedagógico. A verificação e a qualificação dos resultados da aprendizagem que ocorre no início, durante e no final das unidades didáticas, visam sempre diagnosticar e superar dificuldades, corrigir falhas e estimular os alunos para que continuem dedicando aos estudos.
Uma das funções de avaliação é determinar o quanto e em que nível de qualidade estão sendo atingidos os objetivos. Para que isso ocorra é necessário instrumentos de verificação para análise ou sondagem do conhecimento adquirido pelo aluno. Uma das formas de fazer isso é o uso de revisão do assunto anterior, correção de tarefas de casa, breves dissertações, discussão dirigida, conversação dialética e etc.  Já durante o desenvolvimento da unidade acompanha-se o rendimento dos alunos por meio de exercícios, estudo dirigido, trabalho em grupo, observação de comportamento, recordação da matéria.
Podemos constatar, portanto que o processo de avaliação inclui instrumentos e procedimentos diversificados. Alguns professores podem distribuir para os alunos questões de aproveitamento, atividades como oficinas ou dinâmicas. Dependendo do processo educativo envolvido uma educação voltada para o ensino técnico profissionalizante, a avaliação de rendimento pode acontecer na prática de atividade profissional que está sendo ministrada e o acompanhamento dessas práticas define-se o conhecimento adquirido e o saber profissional assimilado.
Isso mostra que o processo de avaliação assume várias formas, umas sistemáticas, outras menos, umas formais, outras mais informais. As diversas situações descritas são momentos de avaliação nos quais não há necessidade de se aplicar prova e dar uma nota. O professor que compreendeu o conceito e as funções de avaliação concluirá que, se o processo de ensino for bem conduzido, as provas parciais ou finais serão apenas o reflexo do seu trabalho.
Notamos assim, várias formas e instrumentos para a verificação do rendimento escolar, com as provas escritas dissertativas, questões objetivas, oficinas, atividades práticas, acompanhamento das atividades, entrevistas e assim por diante.

Por: Carlos Fernando



terça-feira, 28 de julho de 2015

Design Instrucional – O uso de Gráficos no Aprendizado eletrônico




Nossa capacidade de aprender está relacionada ao que retemos em nossa mente alguma informação. E esta é facilmente processada na memória de maneira não verbal, daí a importância do uso de gráficos no aprendizado eletrônico.
O tipo de comunicação ou uso instrucional é que determina a seleção ou a criação de gráficos para compor uma solução educacional multimídia.
Para analisarmos um gráfico devemos compreender o que é a superfície, cuja característica define o seu uso no aprendizado eletrônico. A superfície diz respeito à aparência dos gráficos e a forma como eles são criados. Em termos de recursos visíveis, os gráficos podem ser estáticos, como as ilustrações ou dinâmicos como os vídeos. Lembramos que a funcionalidade em termos comunicacionais e psicológicos é que determina a efetividade na aprendizagem.
Vamos fazer uma descrição dos gráficos, conforme sua superfície, sua função comunicacional e nos eventos de aprendizagem. No que refere aos gráficos, de acordo com sua superfície, podemos citar a fotografia, onde a imagem é capturada usando tecnologias fotográficas ou digitais. A captura de uma tela de computador e fotos de pessoas em situações de trabalho são exemplos do uso desse recurso. Já um exemplo de gráfico dinâmico, podemos citar a realidade virtual, um mundo interativo tridimensional que muda dinamicamente conforme o usuário se movimenta.
Os gráficos possuem funções comunicacionais, que podem ser decorativos, representacionais e interpretativos. Os gráficos decorativos motivam apelando para a estética ou o humor. Podem ser usados em abertura de capítulos, em unidades de estudo.
Os gráficos representacionais, representam pessoas, objetos ou eventos de modo realista. Podem ser apresentados em diversas superfícies, incluindo fotografia e ilustração, e oferecem uma referência concreta para tornar a informação verbal mais fácil e significativo. Os gráficos representacionais são apropriados para apresentar conceitos concretos e informação factual.
Uma outra função comunicacional, são os gráficos organizacionais. Mostram relações qualitativas entre fatos, conceitos e princípios e orientam o aluno em uma estrutura e sequência de conteúdo. São usados em manuais e textos de instrução direta para explicar procedimentos, atributos e conceitos. Quando se utiliza um mapa de aulas em um curso, está sendo utilizado este recurso.
Os gráficos relacionais, transformam informação numérica em informação visual exibindo relações quantitativas entre duas ou mais variáveis, sejam elas fatos, conceitos ou princípios. Por exemplo, os gráficos de barra e de pizza mostram o uso desse recurso.
Os gráficos transformacionais, mostram mudanças em procedimentos, processos e princípios ao longo do tempo ou espaço, comunicando movimento. Em geral, são usados em combinações com ilustrações. Por exemplo, gráficos que descrevem linha do tempo, representa o uso deste gráfico.
Os gráficos interpretativos, permitem entendimento de conceitos, processos ou princípios abstratos, invisíveis ou ambos. Não precisam incluir necessariamente simulações ou complexos recursos de superfície. Por exemplo, quando utilizamos uma analogia entre o coração e uma bomba d’agua, estamos fazendo uso deste recurso.
Os gráficos também podem contribuir diretamente para os eventos de aprendizagem. Por exemplo, para apoiar a motivação, gráficos que tornam o material interessante e, ao mesmo tempo não sobrecarregam a aprendizagem. Um outro uso, seria para ativar ou construir conhecimento prévio, gráficos que evocam modelos mentais existentes ou que oferecem um panorama do conteúdo para aquisição de novas informações. Um exemplo, seria um gráfico que mostra a analogia visual entre o novo conteúdo e conteúdos antigos.
A utilização dos gráficos no aprendizado eletrônico, é uma das funções do responsável pelo design de conteúdos multimídia, que dependendo do contexto instrucional poderá ser um professor, pesquisador ou profissionais especializados no assunto do curso.

Por: Carlos Fernando


FONTE: FILATRO, 2008.

domingo, 5 de julho de 2015

Conselho Escolar e Elaboração do PPP

         O conselho escolar é um órgão autônomo de natureza coletiva, sem fins lucrativos, instituído por tempo indeterminado, com o objetivo de promover a dinamização e autonomia da escola através da abertura de espaço de participação a todos os segmentos da comunidade escolar nas decisões políticos-pedagógiocos, técnico administrativo e financeiro. Um dos objetivos do conselho é favorecer  uma administração pedagógica mais participativa, onde as relações entre os membros torne um aprendizado constante e que assim ampliem as oportunidades de ações administrativas e pedagógicas inovadoras.
       Nesses Conselhos Escolares são  formados pelo diretor, professores, pais de alunos, representantes do Sindicato de Trabalhadores Rurais, Representantes da Igreja Católica, Representante do conselho escolar, representante dos alunos e funcionários, quando se reúnem  com o coordenador neste processo devem ser co-participantes na elaboração do Projeto- Político e Pedagógico onde todos os representantes do conselho ao participar passam a ter conhecimento embasado na importância da construção e execução do PPP e fazer com que o mesmo fique acessível a comunidade para discussão, revisão e avaliação.

Infelizmente, com a forma como as atividades são desenvolvidas ou até mesmo como o calendário é elaborado para fins de cumprimento dos dias letivos, alguns professores possuem dificuldades para estarem reunidos para este processo. Outra situação semelhante é reunir o Conselho Escolar com todos os seus representantes, mesmo assim as escolas podem elaborar e reelaborar sus proposta pedagógica. As ações dos gestores são fundamentais para o bom andamento desse processo.
Por: Carlos Fernando

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Gestão de tecnologias na escola

Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas ainda existem muitas escolas e professores procurando saber como utilizar pedagogicamente os recursos tecnológicos.

A gestão das tecnologias nas escolas, freqüentemente, passa por três etapas:
  • Na primeira, as tecnologias são utilizadas para melhorar o que já vinha sendo feito, como o desempenho, a gestão para automatizar processos, diminuir custos. Na prática, o uso pedagógico das tecnologias ocorre de forma esporádica, para ilustrar um trabalho, digitar um texto, copiar uma informação da internet, ou seja, para tornar as aulas mais interessantes e atrativas.
  • Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias no projeto educacional. Cria uma página na Internet com algumas ferramentas de pesquisa e comunicação, divulga textos e endereços interessantes, desenvolve alguns projetos. Há atividades no laboratório de informática, mas mantém-se intocada a estrutura de aulas, disciplinas e horários.
  • Na terceira, que começa a evidenciar-se atualmente, se nota o amadurecimento do processo de implantação e o avanço da integração das tecnologias. As escolas repensam os seus projetos pedagógicos, o seu plano estratégico. A introdução de algumas mudanças significativas, como a flexibilização parcial do currículo e a inclusão de novas dinâmicas, busca integrar as tecnologias com os conteúdos curriculares por meio de atividades disciplinares, de resolução de problemas e de projetos que podem partir de um tema disciplinar, uma questão investigativa ou um tema transversal.
O que leva a escola e os professores a transitar da primeira para a terceira etapa do processo de apropriação das tecnologias na educação, ou seja, de integrar as tecnologias e as mídias em uma nova perspectiva de ensinar e aprender são fatores envolvidos em várias instâncias do sistema escolar. No entanto, um dos principais fatores é a falta de domínio técnico-pedagógico para se fazer a gestão das TIC no contexto de ensino e aprendizagem.

Nesta etapa, o ponto de partida será a realização de um diagnóstico das tecnologias existentes na escola e de como são utilizadas para permitir a identificação de novas possibilidades de seu uso no ambiente escolar.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Inteligências Múltiplas – Estratégia para estimular a inteligência cinestesico – corporal


A inteligência corporal está associada à utilização do corpo, nas atividades exercidas ou planejadas de forma criativa. Quando utilizamos uma linguagem gestual ou corporal estamos desenvolvendo essa inteligência. A língua brasileira de sinais – LIBRAS, é um idioma que requer certa habilidade em usar as mãos e o corpo na transmissão de uma informação, o que ocorre é o domínio desta competência com mais facilidade em algumas pessoas, mostrando desta maneira uma concentração maior.
O teatro é uma demonstração da inteligência corporal, por que utiliza o corpo nessas atividades, além de outras competências estarem envolvidas. Os alunos que interpretam, interagem, assistem e debatem a peça tem uma maior probabilidade de guardar a informação, isso por que utilizou mais de um sentido. Devemos lembrar que o objetivo não é fazer uma apresentação teatral em sala de aula, no entanto estamos utilizando esse recurso para desenvolver conteúdos que devem ser debatidos logo após a apresentação.
A dança é bem empregada para o desenvolvimento da inteligência corporal, onde será bem utilizada como recurso pedagógico. Nesta atividade, seria ideal, desenvolver temas voltadas para o ensino de disciplinas, como história, geografia, ciências ou danças folclóricas e culturais da região. Essa estratégia estimula também outras competências que estão aí inseridas por meio das atividades expostas.

Por: Carlos Fernando